Justiça manda soltar ex-presidente do Sindicato Rural de Rio Verde acusado de estupro
Olávio Teles Fonseca estava preso preventivamente desde novembro; TJ-GO acolheu habeas corpus da defesa

O Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) determinou, nesta terça-feira (24), a soltura de Olávio Teles Fonseca, ex-presidente do Sindicato Rural de Rio Verde. O ex-dirigente estava preso desde novembro de 2025, após ser denunciado pelo Ministério Público por uma série de crimes sexuais contra funcionárias da entidade. A decisão substitui a prisão preventiva por medidas cautelares que devem ser cumpridas rigorosamente pelo investigado.
Os advogados de Olávio entraram com um pedido de habeas corpus alegando que a manutenção da prisão preventiva carecia de "fundamentos concretos". O entendimento foi acolhido pelo tribunal, que considerou possível a continuidade da instrução processual com o réu em liberdade, desde que submetido a restrições judiciais. Em nota, a advogada Mirelle Gonsalez Maciel afirmou que a decisão é "acertada e em consonância com a legalidade", reiterando que o cliente permanece à disposição da Justiça.
As Acusações
Apesar da soltura, a gravidade das denúncias apresentadas pelo Ministério Público de Goiás permanece inalterada. Olávio Teles Fonseca responde por:
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Estupro;
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Abuso sexual;
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Violência psicológica;
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Coação contra testemunhas/vítimas (funcionárias do sindicato).
A investigação teve início em setembro de 2025, após uma denúncia anônima que desencadeou uma operação da Polícia Civil na sede do sindicato, uma das instituições mais influentes do agronegócio goiano.
Próximos Passos
O processo agora segue para a fase final de instrução no primeiro grau em Rio Verde. Como ainda não há uma sentença condenatória, Olávio aguardará o julgamento em liberdade, mas proibido de manter contato com as vítimas ou frequentar determinados locais, conforme as medidas cautelares impostas. O descumprimento de qualquer uma dessas regras pode levar o ex-presidente de volta à prisão imediatamente.

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