Presidente da Colômbia quer acabar com imposto pago pelos mais ricos
Ao justificar a iniciativa, De la Espriella afirmou que o imposto penaliza quem investe, produz e gera empregos no país.

O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, anunciou que seu governo pretende extinguir o imposto sobre o patrimônio, tributo cobrado de contribuintes com grandes fortunas e que, atualmente, incide sobre patrimônios superiores ao equivalente a cerca de US$ 1 milhão. A proposta faz parte do pacote de medidas econômicas defendido pelo presidente desde a campanha eleitoral e foi reafirmada nos primeiros dias de seu mandato.
Ao justificar a iniciativa, De la Espriella afirmou que o imposto penaliza quem investe, produz e gera empregos no país. Em publicação nas redes sociais e em declarações reproduzidas pela imprensa colombiana, o presidente defendeu que a Colômbia precisa abandonar uma política tributária que, segundo ele, "castiga aqueles que investem e geram riqueza em nossa pátria".
A eliminação do imposto sobre patrimônio integra uma agenda mais ampla de redução da carga tributária prometida por De la Espriella. Durante a campanha e após a eleição, ele também defendeu o fim gradual do imposto sobre movimentações financeiras (4x1.000), a redução de tributos sobre combustíveis e uma reforma tributária voltada à simplificação do sistema e ao estímulo ao investimento privado.
Nas redes sociais, apoiadores do presidente comemoraram o anúncio, argumentando que a medida pode aumentar a competitividade da economia colombiana, atrair investimentos e incentivar a geração de empregos. Perfis ligados ao movimento Defensores de la Patria, legenda criada por De la Espriella, divulgaram mensagens defendendo que a prosperidade econômica depende de menor carga tributária sobre investidores e empresários.
Por outro lado, economistas, parlamentares da oposição e usuários das redes sociais criticaram a proposta. Os principais questionamentos envolvem o possível impacto na arrecadação do Estado em um momento de forte pressão sobre as contas públicas, além do efeito da medida sobre a concentração de renda. Para os críticos, a extinção do imposto pode reduzir recursos destinados ao financiamento de políticas públicas e ampliar as desigualdades sociais.
Especialistas também destacam que a proposta ainda precisará seguir o trâmite legislativo previsto na Colômbia. Até o momento, o governo não detalhou o cronograma para a revogação do tributo nem informou se a mudança será implementada por meio de projeto de lei ou de uma reforma tributária mais ampla.
A discussão sobre o imposto sobre patrimônio ganhou força durante o governo anterior, de Gustavo Petro, que ampliou a tributação sobre grandes patrimônios como parte de sua reforma tributária. Agora, a gestão de Abelardo de la Espriella segue direção oposta ao defender uma redução dos impostos como estratégia para estimular o crescimento econômico, atrair capital privado e ampliar os investimentos no país.













