Síndico que matou corretora vira réu e tem prisão mantida
Decisão da juíza Vaneska Baruki levanta o sigilo do processo e revela detalhes da emboscada filmada pela vítima

A juíza Vaneska da Silva Baruki, da 1ª Vara Criminal de Caldas Novas, recebeu a denúncia do Ministério Público (MPGO) contra o síndico Cleber Rosa de Oliveira. Agora oficialmente réu, Cleber responderá por homicídio triplamente qualificado pela morte da corretora de imóveis Daiane Alves de Sousa.
Na mesma decisão, a magistrada converteu a prisão do acusado de temporária para preventiva, garantindo que o réu permaneça atrás das grades durante todo o processo. Para a Justiça, a liberdade de Cleber representaria um risco à ordem pública, dada a "brutalidade contrastante" de suas ações.
A Prova Fatal: O vídeo do próprio assassinato
Com a queda do sigilo processual, detalhes sobre o dia 17 de dezembro de 2024 vieram à tona. A investigação confirmou que Daiane, já desconfiada das constantes ameaças que sofria, desceu ao subsolo do prédio gravando com o celular.
O Ministério Público detalha que Cleber armou uma emboscada: ele desligou o disjuntor de energia do apartamento da corretora para forçá-la a ir até o quadro de luz no subsolo. O celular de Daiane registrou o momento exato em que foi atacada por Cleber, que usava luvas e um capuz para tentar esconder a identidade. Ela foi imobilizada e executada com dois tiros na cabeça.
Histórico de Perseguição e Vingança
A denúncia aponta que o crime foi motivado por uma disputa profissional e financeira. Daiane administrava imóveis da família que antes estavam sob a gestão de Cleber. Após a ruptura comercial, o síndico passou a criar obstáculos para o trabalho da corretora, cortando água, internet e proibindo sua entrada em áreas comuns.
Apenas sete dias antes de ser morta, Daiane havia conquistado uma vitória definitiva na Justiça contra o condomínio, garantindo seu direito de trabalhar no local. O MPGO acredita que a derrota judicial e o desejo de vingança foram o estopim para o assassinato.
As Qualificadoras do Crime
Cleber Rosa de Oliveira responderá por homicídio com três agravantes que podem elevar consideravelmente a pena final:
-
Motivo Torpe: Vingança relacionada à administração de aluguéis e derrotas judiciais.
-
Meio Cruel: Pela forma violenta como a vítima foi rendida e agredida.
-
Emboscada: Pela premeditação ao desligar a energia para atrair a vítima sem chance de defesa.
O corpo de Daiane foi encontrado apenas no dia 28 de janeiro deste ano, em avançado estado de decomposição, após Cleber tê-lo ocultado usando um veículo de carga.

Justiça obriga delegado a apagar vídeo que critica juiz por soltar membro do PCC
Decisão ocorreu nesta segunda-feira (17) e revoltou Humberto Teófilo, que gravou um desabafo ao Fórum

MPGO denuncia casal após pai engravidar a própria filha e mãe se calar em Rio Verde
A denúncia foi formalmente recebida pela Justiça. Segundo as apurações, o pai abusava sexualmente da vítima desde que ela tinha 7 anos de idade.












