Organizador de bolão tenta dar calote, mas Justiça manda pagar; veja vídeo
Conversas de WhatsApp pesaram na decisão que garantiu R$ 160 mil a apostador deixado de fora do bolão

Um bolão informal, organizado em um grupo de WhatsApp, virou caso de Justiça em Goiânia e terminou com decisão favorável a um apostador de 75 anos que havia sido deixado de fora da divisão do prêmio. A sentença determinou que o organizador do grupo pague R$ 160 mil ao idoso — o mesmo valor recebido por cada um dos demais participantes após o sorteio da Mega-Sena, realizado em 2024.
A decisão é do juiz Joiri Sobrinho, da 29ª Vara Cível de Goiânia. Para o magistrado, ficou claro que o apostador agiu de boa-fé e que não houve justificativa válida para excluí-lo da premiação.
Segundo o processo, o idoso acabou fazendo o pagamento da cota fora do horário inicialmente combinado pelo grupo. Ainda assim, ele quitou o valor e enviou o comprovante antes do sorteio. As mensagens mostram que o comprovante foi enviado por volta das 18h e 19h, visualizado pelo organizador, enquanto o sorteio só ocorreu às 20h. Em nenhum momento antes do resultado houve recusa formal ou devolução do valor pago.
Outro ponto que pesou na decisão foram as conversas anexadas pelos advogados do idoso. Os prints de WhatsApp indicam que, em outras ocasiões, participantes também pagaram fora do horário combinado e, mesmo assim, não foram excluídos do bolão. Para o juiz, isso reforça que o atraso, por si só, não poderia ser usado como motivo para negar o prêmio.
Na época, o bolão contava com 53 participantes, e cada um recebeu R$ 160 mil. Agora, o organizador terá de pagar o mesmo valor ao idoso, com correção monetária. Ainda cabe recurso da decisão.
Aos 78 anos, o apostador comemorou o resultado. Disse que pretende ajudar a família, tirar projetos do papel e aproveitar a fase com mais tranquilidade. Os advogados afirmaram que receberam a sentença com satisfação e que aguardam o fim da tramitação do processo.
O caso também serve de alerta para quem participa de bolões informais, especialmente em grupos de WhatsApp. Especialistas recomendam guardar comprovantes individuais de pagamento, solicitar, sempre que possível, bilhetes separados e manter registros das conversas. Prints podem fazer toda a diferença se a sorte bater à porta — e a dor de cabeça vier junto.













