MP estima prejuízo de R$ 80 milhões em esquema de casas populares na Agehab
Contratos da Excel Construtora saltaram 169% na gestão de Wendel Garcia; operação apreendeu grandes quantias em dinheiro vivo

Novas revelações da Operação Confrades, deflagrada pelo Ministério Público de Goiás (MPGO), apontam que o prejuízo aos cofres públicos no esquema de corrupção na Agehab pode chegar a R$ 80 milhões. O coordenador do GAEPP, promotor Augusto Souza, detalhou que a investigação mira um crescimento "desproporcional" da Excel Construtora e Incorporadora, de Anápolis, em relação a outras empresas do setor.
O "Boom" dos Contratos
Os números revelados pelo MP são impressionantes e mostram um salto coincidindo com a mudança na cúpula da agência:
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2022-2023: Os contratos da Excel somavam R$ 68 milhões.
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2024-2025: Após Wendel Garcia da Silva assumir a vice-presidência, o valor disparou para R$ 146 milhões — um aumento de 169%.
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Somente em 2024: Foram firmados 20 contratos para construir mais de 800 casas em 17 municípios goianos.
Laços de Família e Dinheiro Vivo
A investigação aponta que o favorecimento pode ter raízes pessoais. Wendel Garcia mantinha um relacionamento (noivado) com a filha de André Luiz Hajjar, dono da Excel Construtora. Para os investigadores, isso caracteriza parentesco por afinidade e explica o "tratamento privilegiado" recebido pela empresa.
Durante os nove mandados de busca cumpridos em Goiânia e Anápolis, os agentes apreenderam quantias significativas de dinheiro em espécie, tanto em Real quanto em moeda estrangeira, além de armas registradas.
Irregularidades Técnicas
O MP identificou falhas graves que vão além do favorecimento:
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Fraudes na seleção de projetos de engenharia;
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Falhas gritantes na contratação e execução das obras;
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Manipulação para garantir que a Excel vencesse a maioria dos certames.

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