Motorista bêbado que matou servidora da Comurg usará tornozeleira em Goiânia
Justiça impõe monitoramento eletrônico a Gabriel Alves, que atropelou dois trabalhadores durante serviço na Avenida Americano do Brasil; vítima morreu três dias depois

Gabriel Alves Conceição, de 27 anos, também terá que cumprir recolhimento domiciliar durante a noite, nos dias úteis, e permanecer em casa aos fins de semana e feriados.
A Justiça determinou que o motorista suspeito de dirigir embriagado e atropelar dois servidores da Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) use tornozeleira eletrônica por pelo menos seis meses. Gabriel Alves Conceição, de 27 anos, também terá que cumprir recolhimento domiciliar durante a noite, nos dias úteis, e permanecer em casa aos fins de semana e feriados. A decisão ocorre após a morte da servidora Aparecida Alves da Silva, de 61 anos, uma das vítimas do acidente ocorrido no fim de junho, em Goiânia.
O acidente aconteceu na madrugada do dia 27 de junho, quando funcionários da Comurg realizavam a poda de grama no canteiro central da Avenida Americano do Brasil, no Parque Santa Rita. Segundo a investigação, Gabriel conduzia o veículo sob efeito de álcool quando atingiu os trabalhadores.
Na ocasião, o teste do etilômetro apontou 0,77 mg/L de álcool por litro de ar expelido, índice que levou à prisão em flagrante do motorista. As vítimas eram os servidores Aparecida Alves da Silva e Fernando Lemes dos Santos.
Durante a audiência de custódia, realizada em 28 de junho, o flagrante foi confirmado, mas Gabriel recebeu liberdade provisória mediante pagamento de fiança de R$ 5 mil e outras medidas cautelares. O Ministério Público de Goiás (MPGO), porém, havia pedido a conversão da prisão em flagrante para prisão preventiva.
A situação mudou três dias depois. Em 30 de junho, Aparecida Alves morreu em decorrência dos ferimentos provocados pelo atropelamento. Com a morte da servidora, o caso passou a ser investigado, no mínimo, como homicídio culposo na direção de veículo automotor, conforme previsto no Código de Trânsito Brasileiro.
A promotora Camila Fernandes Mendonça, da 3ª Promotoria de Justiça de Goiânia, afirmou que o falecimento da vítima alterou a gravidade jurídica do caso e pediu novamente a prisão preventiva do motorista, alegando risco à ordem pública e à aplicação da lei penal.
Como alternativa à prisão, o MPGO solicitou medidas mais rígidas de controle, incluindo o monitoramento eletrônico. O pedido foi aceito pela 4ª Vara das Garantias da Comarca de Goiânia.
A decisão da juíza Roberta Wolpp Gonçalves, publicada nesta quarta-feira (8), determina que Gabriel use tornozeleira eletrônica por, no mínimo, seis meses. O equipamento terá área de circulação limitada à residência do investigado e, caso ele tenha trabalho formal, ao trajeto entre casa e emprego.
Além disso, o motorista deverá permanecer em casa de segunda a sexta-feira, das 20h às 7h, e durante todo o período de finais de semana e feriados.
A magistrada também alertou que o descumprimento de qualquer uma das medidas poderá levar à decretação da prisão preventiva de Gabriel.
O outro servidor atingido no acidente, Fernando Lemes dos Santos, ficou ferido e recebeu alta médica seis dias após o atropelamento.
A reportagem não conseguiu contato com a defesa de Gabriel Alves Conceição.












