Mãe e filho são condenados por matar estudante na porta de escola em Anápolis
Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que mãe e filho se aproximam dos adolescentes, dando início a uma briga generalizada.

Os defensores também apontaram a necessidade de ajustes na dosimetria da pena e informaram que irão recorrer.
A mãe e o filho acusados de matar o estudante Nicollas Lima Serafim, na porta de uma escola em Anápolis, a cerca de 55 km de Goiânia, e de ferir outros dois adolescentes foram condenados pela Justiça. Somadas, as penas de Maria Renata de Merces Rodrigues e Kaio Rodrigues Matos chegam a quase 70 anos de prisão. A decisão ainda pode ser contestada por meio de recurso.
A defesa de Maria, representada pelos advogados Saulo Silva e Hélio Aquino, afirmou que considera o julgamento correto do ponto de vista processual, mas discorda do entendimento dos jurados. Os defensores também apontaram a necessidade de ajustes na dosimetria da pena e informaram que irão recorrer.
Já os advogados de Kaio Rodrigues, liderados por Victor José, sustentam que fatores importantes não foram devidamente considerados na fixação da pena, especialmente na dosimetria. A defesa também anunciou que pretende recorrer da decisão.
O crime
O crime ocorreu no dia 20 de fevereiro de 2024. Na ocasião, as vítimas tinham 12, 14 e 15 anos. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que mãe e filho se aproximam dos adolescentes, dando início a uma briga generalizada.
A sentença foi proferida pela 4ª Vara Criminal de Anápolis, que levou em conta agravantes como o risco a terceiros e a pouca idade das vítimas para definir as penas, além de negar aos condenados o direito de recorrer em liberdade.
Decisão do juiz
Durante a leitura da decisão, o juiz fez um comentário direcionado aos réus. “Se vocês tivessem pensado 10 segundos a mais, ninguém estaria aqui hoje. Estariam todos em casa, vocês, a vítima e a ré”.
Além das penas em regime fechado, a Justiça determinou o pagamento de indenizações. A família de Nicollas Lima Serafim deverá receber R$ 150 mil, enquanto cada uma das vítimas sobreviventes terá direito a R$ 75 mil.
Em nota, a defesa de Maria Renata reiterou que o processo foi analisado pelos jurados, mas destacou divergências quanto ao resultado. Segundo os advogados, pontos específicos identificados ao longo da ação e na aplicação da pena serão questionados nos próximos dias.
Já a defesa de Kaio Rodrigues destacou que o julgamento no Tribunal do Júri durou mais de 12 horas, refletindo a complexidade do caso. Os advogados afirmaram respeitar a decisão dos jurados, mas defendem que a pena deve ser revista por instâncias superiores, a fim de garantir a correta aplicação da lei.













