Justiça solta lutador que "estrangulou" adolescente e diminui distância da vítima
“Agora a distância diminuiu de 300 para 100 metros”, diz pai de adolescente agredido, após decisão que colocou o lutador em liberdade

A Justiça decidiu colocar em liberdade o lutador Rafael Gomes Pereira.
Mário Andreazza
A Justiça decidiu colocar em liberdade o lutador Rafael Gomes Pereira, que havia sido preso após descumprir medidas cautelares e ser acusado de agredir um adolescente de 17 anos com um golpe de estrangulamento conhecido como “mata-leão”. A decisão, tomada após habeas corpus apresentado pela defesa, permite que ele responda ao processo em liberdade, mas impõe novas restrições, como uso de tornozeleira eletrônica, distância mínima de 100 metros das vítimas e apresentação mensal à Justiça.
A decisão foi assinada pelo Tribunal de Justiça de Goiás e marca uma reviravolta no caso que ganhou repercussão em Goiânia e região.
O episódio que levou o lutador à prisão aconteceu após uma acusação de agressão contra um adolescente de 17 anos. Segundo o histórico do processo, o atleta já estava submetido a medidas cautelares que determinavam distância mínima de 300 metros da família da vítima. No entanto, ele teria descumprido essa ordem judicial.
Com a violação da medida, a Justiça expediu mandado de prisão. Pouco depois, o lutador se apresentou em Trindade, após romper a tornozeleira eletrônica, o que agravou a situação judicial.
Na época, a defesa de Rafael Gomes Pereira afirmou que a decisão de romper o equipamento teria sido estratégica. “Foi uma orientação da defesa para ele romper a tornozeleira e se apresentar para as autoridades”, disseram os advogados, acrescentando que ele teria se mudado para Trindade para tentar se afastar das vítimas.
O lutador permaneceu preso por cerca de um mês até a nova decisão que concedeu o habeas corpus. Agora, ele deixa a prisão com uma nova lista de restrições: tornozeleira eletrônica, proibição de se aproximar das vítimas a menos de 100 metros, obrigação de se apresentar mensalmente à Justiça e restrição de saída de Goiás por mais de 10 dias sem autorização judicial.
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A redução da distância mínima de afastamento, de 300 para 100 metros, foi o ponto que mais gerou reação da família da vítima. O pai do adolescente de 17 anos afirmou estar preocupado com a mudança. “Agora a distância diminuiu. Antes eram 300 metros e agora só 100 metros”, disse.
Já a defesa do lutador afirmou receber a decisão com tranquilidade. Em nota, os advogados disseram que “a Justiça reconheceu que não houve violação de medidas cautelares e que a prisão teria sido desproporcional”, e reforçaram confiança no andamento do processo. “Confiamos no Poder Judiciário e na análise isenta dos fatos durante o julgamento”, afirmou a defesa.
Com a decisão, o caso segue em andamento, agora com o réu em liberdade provisória, mas sob vigilância eletrônica e com restrições rígidas de circulação enquanto aguarda os próximos desdobramentos judiciais.














