Justiça mantém na cadeia secretária e gerente da gestão Cruz por rombo de R$ 4 milhões
Investigação aponta suspeita de superfaturamento na compra de cerca de 2.500 latas de tinta inseticida para combater o Aedes aegypti

A Justiça de Goiás decidiu manter presos, após audiência de custódia realizada nesta quarta-feira, 11, a ex-secretária municipal de Desenvolvimento Humano e Social (Sedhs), Luanna Shirley de Jesus Sousa, e o ex-gerente da pasta, Jaisson Veras Normandia. Os dois ocuparam os cargos durante a gestão do ex-prefeito Rogério Cruz e são os principais alvos da Operação Núcleo Paralelo, deflagrada na última terça-feira, 10.
A decisão determinou a manutenção da prisão preventiva de ambos enquanto avançam as investigações conduzidas pela Polícia Civil de Goiás. O inquérito apura um suposto esquema de corrupção e fraude licitatória envolvendo a compra de tintas inseticidas que seriam utilizadas no combate ao mosquito Aedes aegypti.
Segundo os investigadores, o contrato sob suspeita pode ter causado prejuízo milionário aos cofres públicos de Goiânia.
Suspeita envolve compra e aplicação de material
De acordo com a investigação, as irregularidades incluem suspeita de superfaturamento na quantidade de material adquirido e também na aplicação dos produtos. A perícia aponta que cerca de 2.500 latas de tinta foram compradas, volume que seria suficiente para cobrir uma área de aproximadamente 100 mil metros quadrados.
Para os investigadores, essa dimensão não corresponde à realidade das unidades de assistência social do município.
Outro ponto levantado no inquérito é que parte do material teria sido aplicado em prédios públicos desativados, o que reforça as suspeitas de irregularidades no contrato investigado.
Produto próximo do vencimento
A apuração também indica que parte da tinta adquirida estava com a validade próxima do vencimento no momento da compra. Para os investigadores, a situação reforça a hipótese de favorecimento à empresa fornecedora do material.
Ex-prefeito diz não ser parte do processo
Em nota anterior, o ex-prefeito Rogério Cruz afirmou que não faz parte do processo e declarou confiar no trabalho das autoridades para o esclarecimento dos fatos.
Já a atual gestão da Sedhs informou que está colaborando com a investigação e segue fornecendo documentos solicitados pela Polícia Civil.

Justiça obriga delegado a apagar vídeo que critica juiz por soltar membro do PCC
Decisão ocorreu nesta segunda-feira (17) e revoltou Humberto Teófilo, que gravou um desabafo ao Fórum

MPGO denuncia casal após pai engravidar a própria filha e mãe se calar em Rio Verde
A denúncia foi formalmente recebida pela Justiça. Segundo as apurações, o pai abusava sexualmente da vítima desde que ela tinha 7 anos de idade.










