Justiça decreta prisão de piloto que colocou fogo em avião que transportava 340 kg de cocaína
Conforme os autos, o piloto conduzia um monomotor que realizou um pouso forçado em uma propriedade rural do município.

Os três ocupantes apresentaram versões contraditórias e, posteriormente, informaram que haviam recebido do piloto, por telefone, as coordenadas de seu esconderijo.
PMGO
A pedido do Ministério Público de Goiás (MPGO), a Justiça converteu em prisão preventiva a prisão em flagrante do piloto suspeito de transportar, por via aérea, mais de 340 kg de cocaína entre estados e de incendiar a aeronave, após um pouso forçado em Itarumã, no Sudoeste goiano. A decisão foi proferida durante audiência de custódia realizada na manhã desta sexta-feira (17) e acompanhada pelo promotor de Justiça José Soares Júnior.
Conforme os autos, o piloto Henrique Donizeti Ferri, de 32 anos, conduzia um monomotor que realizou um pouso forçado em uma propriedade rural do município. Após a aterrissagem, ele teria determinado que trabalhadores da fazenda descarregassem a carga de entorpecentes. Em seguida, ao perceber a aproximação das forças de segurança, incendiou a aeronave e fugiu para uma área de mata.
Equipes do Comando de Operações de Divisas (COD) e da Polícia Rodoviária Estadual iniciaram buscas na região e montaram um cerco para localizar o suspeito. Durante a operação, um veículo foi abordado nas proximidades do último local onde havia vestígios da fuga. Os três ocupantes apresentaram versões contraditórias e, posteriormente, informaram que haviam recebido do piloto, por telefone, as coordenadas de seu esconderijo. Eles conduziram as equipes policiais até o local, onde o suspeito foi preso.
No momento da captura, foram apreendidos com o piloto um telefone celular, um telefone via satélite, uma faca e R$ 5.327,00 em espécie.
O investigado também informou às autoridades que havia destruído o GPS da aeronave e descartado, em uma área de mata, anotações contendo coordenadas de pistas de pouso e outras informações relacionadas ao planejamento do voo. Embora o equipamento não tenha sido localizado, foram recolhidos fragmentos de papel com registros compatíveis com rotas de navegação aérea.
Durante a audiência de custódia, o MPGO requereu a homologação da prisão em flagrante e sua conversão em prisão preventiva, sustentando a necessidade da medida para garantir a ordem pública e preservar a instrução criminal.
Ao acolher o pedido do MP, o juízo plantonista homologou o flagrante e decretou a prisão preventiva do investigado. Na decisão, foram apontados indícios de participação em organização criminosa voltada ao tráfico interestadual de drogas, risco concreto de reiteração delitiva e possibilidade de fuga, evidenciada pela tentativa de escapar após o pouso forçado.
O juiz Gabriel Carneiro Santos Rodrigues também autorizou a quebra do sigilo de dados telemáticos dos aparelhos apreendidos para aprofundamento das investigações e determinou a destruição da droga, com preservação de amostra para elaboração do laudo definitivo.












