Júri condena assassinos de 10 pessoas da mesma família a 1.200 anos de cadeia
Os condenados foram responsabilizados por homicídios qualificados, roubo, ocultação e destruição de cadáveres, sequestro e associação criminosa.
O Tribunal do Júri de Planaltina, Distrito Federal, condenou cinco réus pela chacina que deixou dez mortos. O veredicto foi proferido na noite de sábado (18). O crime, considerado a maior chacina da história da região, ocorreu entre o final de dezembro de 2022 e janeiro de 2023.
Os condenados foram responsabilizados por homicídios qualificados, roubo, ocultação e destruição de cadáveres, sequestro e associação criminosa. Segundo o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), os réus buscavam controlar uma chácara avaliada em R$ 2 milhões. Acreditavam que, eliminando a família, poderiam assumir a propriedade.
As vítimas incluíram a cabeleireira Elizamar Silva, de 39 anos, seu marido Thiago Gabriel Belchior, de 30 anos, e seus filhos gêmeos, Rafael e Rafaela, de 6 anos, além de Gabriel da Silva, de 7 anos. Outros familiares também foram mortos no ataque brutal.
As penas somadas dos réus ultrapassam 1.200 anos de prisão. Gideon Batista de Menezes foi condenado a 397 anos e Carlomam dos Santos Nogueira a 351 anos, entre outros. As sentenças abrangem uma variedade de crimes, incluindo extorsão e homicídio qualificado.
O caso ganhou destaque pela brutalidade e pela motivação financeira que levou ao massacre. O desejo de posse de propriedade, envolvendo uma chácara, gerou consequências devastadoras para uma família inteira.
A condenação marca um passo importante na busca por justiça para as vítimas. O processo judicial evidenciou a gravidade dos crimes cometidos e a operatividade criminosa do grupo. A sociedade espera que a pena severa sirva como um alerta contra a violência e a impunidade.

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