Homem que matou advogado após se arrepender de s3x0 vira réu em Goiânia
Walison Ascanio Tito confessou ter estrangulado Luciano Milo após os dois beberem juntos; Justiça aceitou denúncia por homicídio qualificado e furto

Luciano foi encontrado morto no dia 10 de maio, dentro do imóvel onde morava.
A Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público de Goiás (MPGO) e tornou réu Walison Ascanio Tito, acusado de assassinar o estudante de medicina veterinária Luciano Milo de Carvalho, de 27 anos, dentro do apartamento da vítima, no Setor Cidade Jardim, em Goiânia. Com a decisão, o suspeito passa a responder formalmente pelos crimes de homicídio qualificado e furto.
A decisão foi assinada pelo juiz Eduardo Pio Mascarenhas da Silva, da 1ª Vara Criminal de Goiânia, que recebeu integralmente a denúncia apresentada pelo MPGO. Segundo a acusação, o crime foi praticado por motivo torpe, com emprego de meio cruel e utilizando recurso que dificultou qualquer possibilidade de defesa da vítima.
Luciano foi encontrado morto no dia 10 de maio, dentro do imóvel onde morava. O laudo cadavérico apontou que o estudante morreu por asfixia mecânica provocada por estrangulamento. De acordo com a investigação, o cabo do carregador de um notebook teria sido usado para cometer o assassinato.
Ao analisar o processo, o magistrado entendeu que existem indícios suficientes de autoria e materialidade para dar andamento à ação penal. Entre as provas citadas estão o exame pericial que confirmou a causa da morte e as imagens das câmeras de segurança do condomínio.
Os registros mostram Walison chegando ao prédio ao lado de Luciano e, algum tempo depois, deixando o local sozinho carregando pertences da vítima, fato que reforçou os elementos reunidos pela investigação.
Confissão
As investigações conduzidas pelo Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) revelaram que Luciano e Walison não se conheciam antes do encontro que antecedeu o crime.
Segundo o delegado Danilo Wendel, Luciano abordou Walison enquanto ele caminhava pela rua e o convidou para consumir bebidas alcoólicas. Os dois passaram por uma distribuidora, compraram bebidas e seguiram para o apartamento do estudante.
“O autor estava transitando pela rua quando foi abordado por Luciano, que estava em seu próprio veículo, e o convidou para ingerir bebida alcoólica. Eles passaram em uma distribuidora de bebidas, compraram uma quantidade de bebida alcoólica e seguiram para o apartamento da vítima”, relatou o delegado.
Durante o interrogatório, Walison confessou o assassinato. Conforme a Polícia Civil, ele afirmou que, após os dois manterem uma relação, decidiu matar Luciano por arrependimento.
“Walison confessou formalmente na delegacia que, após terem uma relação, ele acabou se arrependendo e, naquele momento, acabou decidindo ceifar a vida do Luciano, estrangulando com o cabo de carregador do notebook da vítima”, afirmou Danilo Wendel..
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Prisão e antecedentes
Walison foi preso no dia 13 de maio, nas proximidades da rodoviária de Trindade, na Região Metropolitana de Goiânia, três dias depois de o corpo de Luciano ser encontrado.
De acordo com a Polícia Civil, o suspeito já possuía antecedentes criminais, incluindo condenação por homicídio, além de responder por roubo e receptação. Ele também utilizava tornozeleira eletrônica, equipamento que foi localizado dentro do apartamento após o crime.
Os investigadores descartaram motivação patrimonial para o assassinato. Segundo o delegado, o notebook e um par de calçados da vítima foram levados apenas para permitir que Walison deixasse o condomínio sem despertar suspeitas.
“O Walison alega que, para sair do apartamento sem ser notado, decidiu pegar o notebook e também o calçado da própria vítima, para que saísse do apartamento sem ser notado e sem ser abordado, já que ele também utilizava uma tornozeleira eletrônica”, explicou Danilo Wendel.
Ainda conforme a investigação, a tornozeleira eletrônica descarregou enquanto o suspeito permanecia no apartamento. Depois do crime, ele afirmou ter descartado o equipamento em um local que não conseguiu indicar aos policiais.
A Polícia Civil informou que Walison ainda será submetido à coleta de material genético no Instituto Médico Legal (IML). O inquérito será concluído após a chegada dos últimos laudos periciais e demais provas técnicas.













