Genro é condenado a mais de 17 anos por matar sogro dentro de farmácia em Goiânia
A perícia oficial realizada à época concluiu que Felipe era imputável e tinha condições de responder por seus atos.

Felipe Gabriel Jardim Gonçalves foi condenado a 17 anos e quatro meses de prisão por matar a tiros o próprio sogro, João do Rosário Leão, dentro de uma farmácia no Setor Bueno, em Goiânia. O crime, ocorrido em 27 de junho de 2022, foi registrado por câmeras de segurança e teria sido motivado por conflitos familiares após o fim do relacionamento entre o réu e a filha da vítima.
O julgamento foi realizado nesta segunda-feira (19), depois de ter sido adiado em outubro do ano passado, quando uma jurada passou mal durante a sessão. Felipe respondia por homicídio qualificado e porte ilegal de arma de fogo, mas foi absolvido da acusação relacionada à arma.
De acordo com a denúncia, Felipe entrou no estabelecimento, apontou a arma para o sogro, de 63 anos, e efetuou vários disparos. Mesmo após a vítima cair ao chão, ele ainda pulou o balcão e continuou atirando. João do Rosário, policial civil aposentado que trabalhava na farmácia, foi socorrido e levado ao Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo), mas não resistiu aos ferimentos, principalmente na região da cabeça.
A defesa anunciou que vai recorrer da decisão e pedir a nulidade do júri. Segundo o advogado Allan Hahnemann, houve violação às prerrogativas da defesa durante o julgamento, com intervenções consideradas indevidas do juiz-presidente do Tribunal do Júri. “Ele interrompeu testemunhas da defesa e constrangeu depoentes, comprometendo a imparcialidade”, afirmou.
Outro ponto levantado pela defesa é a semi-imputabilidade do réu. Conforme os laudos apresentados, Felipe teria capacidade apenas parcial de compreender o caráter ilícito de seus atos no momento do crime, em razão de transtornos mentais. O advogado informou ainda que o acusado fazia uso de medicação e teria tentado suicídio na noite anterior ao homicídio.
Apesar disso, perícia oficial realizada à época concluiu que Felipe era imputável e tinha condições de responder por seus atos. A defesa também sustenta que ele acreditava estar sendo alvo de uma armação do ex-sogro, que teria registrado ocorrência policial com a intenção de prejudicá-lo.
Além do pedido de nulidade, a defesa pretende recorrer da dosimetria da pena, considerada desproporcional.












