“Estava cheirado e ela me chamou de corno”, diz preso que tentou matar ex com 25 facadas; assista
Wanderson dos Santos Souza acusado de tentar matar a Mariana Melo afirmou que “perdeu a cabeça” após ser ofendido pela vítima e alegou uso de cocaína no dia do crime. Família quer pena superior a 40 anos

O julgamento de Wanderson dos Santos Souza movimentou o Fórum de Anápolis nesta semana. Acusado de desferir mais de 25 facadas na ex-companheira, Mariana Melo, ele tentou convencer os jurados de que não teve a intenção de matar a vítima durante o ataque ocorrido em maio de 2025, no bairro Jardim Boa Esperança. Mas, os argumentos não convenceram e saiu condenado há 18 anos de cadeia.
Durante o depoimento, Wanderson afirmou que “perdeu a cabeça” depois de ser chamado de “corno” por Mariana, mãe de seus filhos. A declaração foi apresentada como uma tentativa de justificar sua reação e afastar a acusação de tentativa de feminicídio.
Segundo o réu, ele também estava sob efeito de drogas no momento do crime. Wanderson declarou ao júri que havia consumido grande quantidade de cocaína naquele dia e, por isso, não estaria em condições de raciocinar normalmente durante a agressão.
O ataque aconteceu em 26 de maio de 2025 e chocou moradores da região pela violência. Mesmo atingida por mais de 25 golpes de faca, Mariana sobreviveu e passou a enfrentar um longo processo de recuperação.
Ainda em seu depoimento, o acusado afirmou que não prestou socorro à vítima porque ficou desesperado após o crime. Segundo ele, a reação foi fugir do local imediatamente.
Após deixar a cena da agressão, Wanderson se escondeu em uma área de mata para evitar a prisão. A fuga durou até o dia seguinte, quando ele foi localizado e preso por equipes da Polícia Militar.
Enquanto o réu apresentava sua versão ao júri, familiares de Mariana acompanhavam o julgamento com expectativa de uma condenação rigorosa. A família da vítima acredita que as provas reunidas no processo são suficientes para responsabilizar o acusado pela tentativa de feminicídio e defende uma pena superior a 40 anos de prisão.
Agora, cabe aos jurados decidir se os argumentos apresentados pela defesa serão suficientes para afastar a acusação ou se Wanderson será condenado pela tentativa de matar a ex-companheira em um dos casos de violência contra a mulher que mais repercutiram em Anápolis nos últimos meses.












