Diário da Justiça revela quem está no vermelho em Goiás

Quem olha os editais do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) nesta semana pode até pensar que a economia goiana vai de vento em poupa, mas o buraco é mais embaixo. O volume de cifras milionárias que transita pelas Unidades de Processamento Judicial (UPJs) de Goiânia serve como um raio-X nada animador do mercado local: o que não falta na capital é briga por herança e execução de dívida "pesada", que chega a R$ 1,2 milhão.
A 3ª UPJ, que cuida da 6ª à 11ª Vara Cível, tornou-se o epicentro dos grandes valores. Por lá, um único processo de execução de título extrajudicial bate a marca dos R$ 578 mil. Logo atrás, uma disputa de usucapião de quase meio milhão de reais mostra que a regularização imobiliária em Goiânia não é para amadores — nem para bolsos vazios.
Enquanto isso, na 1ª UPJ, uma ação que se arrasta desde 2021 acaba de movimentar mais R$ 462 mil. O cenário é tão congestionado que o Diário da Justiça desta quarta-feira, 8, já traz a escala de juízes auxiliares para tentar dar vazão ao entulho de processos.
Para quem vive de "falar bonito" sobre a pujança econômica, os números do Judiciário dão o choque de realidade: entre cheques devolvidos e contratos rasgados, o mercado goiano está lavando a roupa suja — e muito cara — na frente dos juízes.

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