Defesa de suspeita presa por matar jornalista pede liberdade e alega surto psicótico
Renata de Almeida Pedreira e Sousa, de 56 anos, responde pelo homicídio de Delson Carlos Barros no Setor Bueno

A defesa da dentista Renata de Almeida Pedreira e Sousa, de 56 anos, protocolou um pedido de revogação da prisão preventiva na 3ª Vara dos Crimes Dolosos contra a Vida de Goiânia. Presa desde o dia 25 de julho pelo assassinato do jornalista Delson Carlos Barros, a acusada tenta responder ao processo em liberdade alegando ter sofrido um grave surto psicótico induzido por intoxicação por medicamentos sedativos durante o episódio.
Na petição encaminhada à Justiça, os advogados sustentam que o estado clínico tirou temporariamente a capacidade da dentista de compreender a gravidade dos fatos. A defesa argumenta ainda que a manutenção do enquadramento cautelar é desproporcional, ressaltando que a ré é primária, tem bons antecedentes, residência fixa e profissão definida. Os defensores destacam também que, em caso de eventual reconhecimento de inimputabilidade, a medida prevista é o tratamento médico, tornando a prisão preventiva incompatível.
Em nota oficial, a equipe jurídica afirmou que o fato ocorreu em um cenário de intensa tensão e conflito físico, pedindo que não haja julgamento antecipado. O crime ocorreu na noite de 24 de julho, em um apartamento no Setor Bueno cedido por Renata ao jornalista há cerca de cinco anos. Durante uma discussão sobre a desocupação do imóvel, o jornalista foi esfaqueado no peito e morreu no corredor do prédio. A companheira da dentista tentou intervir e ficou ferida. Após o ataque, Renata permaneceu trancada por cerca de quatro horas no apartamento com duas facas até ser contida por negociadores do Batalhão de Operações Especiais (BOPE). O cão de estimação da vítima também foi encontrado morto no imóvel.

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