CPI do Crime Organizado pede indiciamento de três ministros do STF e do chefe da PGR
O documento aponta possíveis crimes de responsabilidade por parte de Dias Toffoli, Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Paulo Gonet.
O relatório final da CPI do Crime Organizado, apresentado pelo senador Alessandro Vieira, solicita o indiciamento de ministros do Supremo Tribunal Federal e do procurador-geral da República. O documento aponta possíveis crimes de responsabilidade por parte de Dias Toffoli, Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Paulo Gonet.
A fundamentação para os indiciamentos é baseada em condutas que configuram incompatibilidade com as funções desempenhadas. O relatório menciona suspeições em julgamentos, conflitos de interesse e decisões que teriam afetado investigações em curso.
O relatório também destaca a suposta omissão de Paulo Gonet diante de indícios relevantes. A CPI considera que a inércia do procurador-geral comprometeu a eficácia das investigações sobre o crime organizado.
Entre os temas abordados, o senador Alessandro Vieira remete ao esquema do Banco Master. A CPI sugere que este caso específico deve ser objeto de uma investigação aprofundada, dada a sua complexidade e os indícios levantados.
Além dos indiciamentos, o relatório propõe medidas para o combate ao crime organizado. Entre elas, estão a ampliação dos instrumentos de bloqueio de ativos e o aumento das penas para crimes de lavagem de dinheiro.
As sugestões também incluem melhorias em transparência financeira como um passo crucial no enfrentamento do crime organizado. O relatório foi formalmente apresentado em 14 de abril de 2026 e agora aguarda as providências das autoridades competentes.

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