Bolsonaro perde que Moraes autorize smart tv, internet e comida caseira na “cela”; veja resposta
Decisões têm sido tomadas por Ministro após consulta à Procuradoria-Geral da República (PGR), com alguns pleitos aceitos e outros negados

Preso há cerca de 50 dias na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tem apresentado ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma série de pedidos por benefícios que vão além das prerrogativas normalmente concedidas a presos, mesmo àqueles em condições especiais. As solicitações, analisadas pelo ministro Alexandre de Moraes, incluem desde alimentação diferenciada até acesso a entretenimento por streaming.
Entre os pedidos feitos pela defesa estão visitas ilimitadas de familiares, autorização para receber comida caseira, ajustes no funcionamento do ar-condicionado da cela, sessões de fisioterapia em horários específicos e, mais recentemente, a liberação de uma Smart TV com acesso à internet, o que permitiria assistir a plataformas como a Netflix. As decisões têm sido tomadas por Moraes após consulta à Procuradoria-Geral da República (PGR), com alguns pleitos aceitos e outros negados.
O primeiro benefício autorizado foi a substituição da alimentação fornecida pela unidade da Polícia Federal por comida preparada fora do sistema prisional. Bolsonaro passou a receber refeições diariamente, alegando seguir uma dieta restrita e não conseguir se alimentar das marmitas adquiridas por licitação. A defesa também argumentou haver receio de envenenamento. O ministro autorizou a medida, impondo como condição a vistoria rigorosa de todos os alimentos antes da entrega ao preso.
Outro pedido atendido foi o de ampliação das visitas. Inicialmente, as visitas de familiares dependiam de autorização judicial, após Bolsonaro deixar a prisão domiciliar e ser transferido para a Superintendência da PF, depois de violar as regras ao danificar a tornozeleira eletrônica. Em 2 de janeiro de 2026, Alexandre de Moraes concedeu autorização permanente para visitas dos filhos que residem no Brasil — Flávio, Carlos, Jair Renan e Laura — além da enteada, Letícia Firmo.
Os pedidos mais recentes, como o acesso a uma Smart TV com internet, ainda estão sob análise. O tema tem gerado debate nos bastidores do Judiciário e entre especialistas em direito penal, por envolver a discussão sobre até que ponto benefícios individuais podem ser concedidos sem ferir o princípio da isonomia no sistema prisional.













