Serial Killer de Goiás que confessou 3 feminicídios brutais é condenado a quase 42 anos
Rildo Soares deve passar ainda esse mês por mais dois julgamentos por feminicídio pelas vítimas Monara Pires Gouveia de Moraes e Alexania Hermogenes Carneiro

O Serial killer Rildo Soares dos Santos, de 33 anos, foi condenado a 41 anos e 8 meses de prisão em regime fechado pelo assassinato de Elisângela Silva de Souza, de 26 anos, morta em 11 de setembro enquanto seguia para o trabalho, em Rio Verde, no sudoeste de Goiás. A sentença foi anunciada após julgamento marcado pela gravidade dos crimes e pela forte comoção social causada pelo caso.
De acordo com a denúncia do Ministério Público de Goiás (MPGO), Rildo foi condenado por homicídio triplamente qualificado, estupro, roubo majorado e ocultação de cadáver. O órgão também pediu que fosse fixada uma indenização de R$ 100 mil à família da vítima. A investigação apontou que Elisângela foi abordada de madrugada, obrigada a entregar seus pertences e levada a um lote vago, onde teria sido violentada e assassinada.
Em seguida, segundo o MP, o acusado tentou esconder o corpo entre entulhos para dificultar a localização.
A morte da jovem desencadeou uma mobilização conjunta entre Polícia Civil e MPGO, diante da suspeita de que o réu poderia estar ligado a uma série de outros delitos violentos.
Réu é investigado por até 16 crimes entre Goiás e Bahia
Embora a condenação desta quinta-feira (10) represente um avanço importante no caso, Rildo Soares ainda enfrentará outros julgamentos. As autoridades apuram sua possível ligação com 16 crimes registrados em Goiás e na Bahia, incluindo feminicídios qualificados, estupros, alguns contra vítimas vulneráveis, além de roubos e outros delitos graves.
O Tribunal de Justiça de Goiás já marcou outras duas sessões do Tribunal do Júri relacionadas ao réu:
• 15 de dezembro: feminicídio de Monara Pires Gouveia de Moraes;
• 16 de dezembro: feminicídio de Alexania Hermogenes Carneiro;
Rildo permanece preso preventivamente, e a expectativa é de que os próximos julgamentos voltem a chamar a atenção pelo padrão de violência associado ao acusado.
Em nota, os advogados de Rildo afirmaram que sua atuação se limita a assegurar o direito constitucional de defesa e o devido processo legal, ressaltando que não cabe à defesa qualquer juízo de valor sobre os fatos apresentados em plenário. Eles disseram confiar no trabalho do Judiciário e afirmaram que os casos serão esclarecidos diante dos jurados.

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