Rogério Cruz dá calote de R$ 2 milhões e Justiça manda despejar CRDT de prédio alugado
A gestão Sandro Mabel ainda tentou renegociar com o dono do prédio, mas ele se recusou a renovar o contrato e quer o imóvel de volta.

Pacientes do Centro de Referência em Diagnóstico Terapêutico (CRDT), em Goiânia, foram pegos de surpresa na manhã desta quarta-feira (28) com a notícia de que a unidade será despejada até sexta-feira. O motivo é uma ação judicial por falta de pagamento do aluguel, no valor de quase R$ 2 milhões, movida ainda em 2022 pelo proprietário do prédio conta a gestão do então prefeito Rogério Cruz (SD).
As informações foram divulgadas pela TV Anhanguera.
O local atende centenas de pessoas com consultas agendadas em diversas especialidades, como infectologia, endocrinologia, cardiologia, psicologia, fonoaudiologia, nutricionista, dermatologia e urologia. Todos esses serviços correm o risco de serem suspensos abruptamente.
Segundo os servidores da unidade, o prédio seria fechado já nesta quarta-feira, mas a equipe decidiu abrir de última hora apenas para tentar informar os pacientes que esperavam por atendimento — muitos sem saber de nada.
Os telefones do CRDT estão cortados desde outubro e não tem como avisar os pacientes.
O CRDT enfrenta o despejo por conta de uma dívida de aluguel que já soma R$ 1,7 milhão, acumulada ainda na gestão anterior da Prefeitura de Goiânia. A atual administração tentou renegociar com o dono do prédio, mas ele se recusou a renovar o contrato e quer o imóvel de volta.
A Secretaria Municipal de Saúde informou os servidores que, até sexta-feira (31), o centro funcionará parcialmente. Depois disso, os atendimentos serão suspensos. Quem já tem consulta marcada deve entrar em contato exclusivamente com a Secretaria Municipal de Saúde, no número 0800 646 1510, para buscar reacomodação em outra unidade de saúde.
A Prefeitura ainda não informou para onde os atendimentos serão transferidos, nem se há um novo prédio previsto para abrigar o CRDT.

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