Pai 3stvpr@ filha desde os 7 anos e engravida com 15 em Goiás; assista
Caso havia sido arquivado após jovem, então com 15 anos, afirmar que relação havia sido consentida; nova denúncia aponta anos de abusos, controle e chantagem psicológica

Um homem foi preso em Rio Verde, no sudoeste de Goiás, suspeito de abusar sexualmente da própria filha desde que ela tinha 7 anos e de ser o pai da criança que ela teve após engravidar aos 15. A mãe da jovem também foi presa. Segundo a Polícia Civil, o caso havia sido investigado em 2023 e arquivado, mas foi reaberto neste ano depois que uma nova denúncia revelou que a relação que resultou na gravidez não teria sido um episódio isolado, como a vítima havia relatado inicialmente.
A primeira investigação começou em 2023, após a gravidez da adolescente. Na ocasião, a polícia ouviu os pais e a vítima e realizou um exame de DNA, que confirmou que o pai da jovem também era o pai do bebê.
Segundo a delegada responsável pelo caso, a adolescente tinha 15 anos à época e afirmou aos investigadores que havia consentido com a relação sexual. Ela disse ainda que o episódio teria acontecido uma única vez.
Diante do relato e da ausência, naquele momento, de elementos que apontassem abusos anteriores aos 14 anos, o inquérito acabou arquivado. A delegada explicou que o incesto, apesar da reprovação moral, por si só não configura crime na legislação penal brasileira. A situação seria diferente caso houvesse indícios de violência sexual quando a vítima tinha menos de 14 anos.
O caso, no entanto, ganhou uma nova dimensão em 2026.
De acordo com a delegada, o Ministério Público recebeu uma denúncia feita por um psicólogo, que também era pastor da igreja frequentada pela jovem. A vítima teria contado a ele que sofria abusos desde os 7 anos.
O novo relato também apontou que a relação sexual que resultou na gravidez, quando ela tinha 15 anos, não teria sido um fato isolado. Segundo a investigação, os episódios seriam recorrentes.
Ainda conforme a polícia, a jovem, atualmente com 19 anos, relatou que o pai continuava exercendo forte controle sobre sua vida e estaria pressionando-a para que assumisse um relacionamento com ele. O homem também teria tentado impedir que ela saísse ou se relacionasse com outras pessoas.
“Ela estava em grande sofrimento psicológico, porque realmente ela não sabia o que fazer e, ao mesmo tempo que ela achava errado, era o pai dela”, afirmou a delegada.
Com as novas informações, o Ministério Público comunicou a Polícia Civil, e o inquérito de 2023 foi desarquivado. Os investigadores passaram, então, a apurar a suspeita de que a jovem teria sido submetida durante anos a abusos sexuais e violência psicológica.
A polícia pediu a prisão do pai e também da mãe da vítima. Segundo a delegada, a investigação passou a apurar como os abusos poderiam ter ocorrido de forma reiterada dentro da residência desde que a menina tinha 7 anos sem o conhecimento da mãe.
As prisões foram cumpridas em junho deste ano. Durante a operação, os policiais também fizeram buscas e apreensões no imóvel da família.
De acordo com a delegada, os elementos encontrados reforçaram a linha de investigação de que a jovem teria sofrido abusos sexuais desde a infância, além de sucessivas agressões psicológicas.
A investigação aponta ainda que o pai exercia “controle absoluto” sobre a filha e recorria a manipulação e chantagens. A fé da jovem também teria sido usada para tentar convencê-la de que aquela situação seria aceitável.
“Toda vez que ela questionava se aquilo ali que eles estavam fazendo era correto, ele justificava tanto a fé quanto a própria autoridade, como o pai”, declarou a delegada.
A Polícia Civil segue com a apuração do caso e das circunstâncias envolvendo a participação de cada investigado.

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