Quatro irmãos são condenados a até 57 anos por homicídios cometidos após festa
Os crimes aconteceram na madrugada de 11 de novembro de 2012, por volta das 3h40, logo após uma festa em uma chácara.

Quatro irmãos envolvidos em um duplo homicídio e uma tentativa de homicídio ocorridos em 2012, em Luziânia, no Entorno do Distrito Federal foram condenados pelo Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO). As penas mais altas, impostas a dois dos acusados, somam 57 anos de reclusão. O julgamento, realizado na quarta-feira (19), contou com a atuação da promotora de Justiça Lorena Castro da Costa Ferreira Carvalho e durou quase 14 horas.
Os crimes aconteceram na madrugada de 11 de novembro de 2012, por volta das 3h40, logo após uma festa em uma chácara. Segundo a denúncia apresentada pelo promotor de Justiça Julimar Alexandro da Silva, as vítimas — Joaquim de Sousa Gomes, Hugo de Freitas Silva e um terceiro rapaz, que sobreviveu — foram atacadas pelos irmãos Wanderson, Edson, Samuel e Daniel Lima de Araújo.
Briga na festa deu início ao ataque
A investigação apontou que a violência começou quando a vítima sobrevivente tentou usar o banheiro da festa e foi impedida por Daniel, que guardava a porta enquanto outras pessoas consumiam drogas. Após discussão e agressões, o rapaz deixou o local, mas foi perseguido e espancado pelos acusados e seus amigos.
Momentos depois, os irmãos anunciaram que buscariam armas para matá-lo — e cumpriram a promessa. Armados, entraram em um carro e seguiram até as proximidades da chácara, onde as vítimas aguardavam socorro. Joaquim havia chegado para ajudar o amigo ferido.
Execuções a queima-roupa
Conforme a apuração, os acusados desceram do veículo com armas em punho e mandaram as vítimas deitarem de bruços, afirmando que elas morreriam ali mesmo. Desarmados e sem reagir, Joaquim e Hugo foram executados com tiros na cabeça. O terceiro rapaz também foi atingido na região da cabeça, mas o disparo passou de raspão, permitindo que ele sobrevivesse.
Após os ataques, os acusados fugiram comemorando o crime.
A investigação teve apoio da Força Nacional de Segurança Pública, em um período em que Luziânia figurava entre as cidades mais violentas de Goiás.
Condenações
O Tribunal do Júri reconheceu a materialidade e a autoria dos crimes. A vítima sobrevivente identificou três dos irmãos como autores da execução. O Conselho de Sentença condenou os acusados por homicídio qualificado — motivo fútil e mediante recurso que dificultou a defesa das vítimas — e por tentativa de homicídio.
As penas ficaram definidas da seguinte forma:
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Wanderson Lima de Araújo: 57 anos de reclusão, em regime fechado
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Edson Rui Lima de Araújo: 57 anos de reclusão, em regime fechado
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Daniel Lima de Araújo: 47 anos e 4 meses de reclusão, em regime fechado
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Samuel Lima de Araújo: 7 anos e 10 meses de reclusão, em regime semiaberto (pena reduzida por ser menor de idade na época)
No caso de Samuel, houve condenação parcial, já que ele não foi reconhecido na cena da execução. O julgamento foi acompanhado por grande número de familiares das vítimas, que permaneceram no plenário durante toda a sessão.

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