PGJ denuncia juiz e ex-assessor de Moraes por peculato e organização criminosa
O juiz Peter Eckschmiedt e o perito Eduardo Tagliaferro, além de 11 pessoas, foram denunciados por peculato e organização criminosa.

A Procuradoria-Geral de Justiça de São Paulo (PGJ) denunciou, na quarta-feira (3), o juiz Peter Eckschmiedt, o perito Eduardo Tagliaferro — ex-assessor do ministro Alexandre de Moraes — e outras 11 pessoas por peculato e organização criminosa.
De acordo com a denúncia, o magistrado idealizou e chefiou um esquema para desviar dinheiro em ações fraudulentas na 2ª Vara Cível de Itapevi, na Grande São Paulo. As operações envolviam títulos falsos, como notas promissórias, que resultavam em bloqueios e desbloqueios de valores direcionados a contas judiciais controladas pelo grupo. Parte do dinheiro, segundo a acusação, beneficiava diretamente o juiz.
Em 2023, uma operação conjunta da PGJ e da Polícia Militar apreendeu R$ 1,7 milhão escondidos no sótão da casa de Eckschmiedt, em Jundiaí. Neste ano, em maio, ele foi punido com aposentadoria compulsória — a pena mais severa prevista para magistrados.
A investigação também aponta que Tagliaferro atuava na “limpeza” de celulares dos envolvidos, dificultando apurações. Entre as vítimas do esquema está o empresário e ex-piloto de Stock Car Alexandre Negrão, falecido em 2023.
A defesa de Eckschmiedt afirma que o processo é sigiloso e que ele nega as acusações, prometendo esclarecer os fatos nos autos. Os advogados reforçaram que atuarão em respeito ao devido processo legal e às instituições.

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