Moraes manda prender mais 3; veja quem são
Réus participaram da invasão às sedes dos Três Poderes, em Brasília, em 8 de janeiro de 2023

Em um novo desdobramento no caso dos atos antidemocráticos que abalaram a Praça dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, emitiu mandados de prisão para três indivíduos considerados foragidos. A decisão ressalta a determinação do tribunal em levar à justiça os responsáveis por participarem dos eventos violentos.
Os mandados, dirigidos à Polícia Federal, têm como alvo José Adriano Diduch, Rodrigo Raul Pereira Tara e Diego Guanabara Corrêa Scalona. Todos são partes do processo conhecido amplamente como 8/1, referente ao dia em que as sedes dos Três Poderes, em Brasília, foram invadidas e vandalizadas por manifestantes.
José Adriano Diduch foi sentenciado a 17 anos de prisão por sua participação direta nos atos. Ele foi ferido por policiais militares durante uma confrontação, na qual teria atacado uma policial, danificando seu capacete com golpes de barra de ferro. A acusação liderada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, descreve Diduch como ativo na invasão dos prédios governamentais.
Rodrigo Raul Pereira Tara recebeu uma sentença de 14 anos de prisão. Foram levantadas provas de que ele compartilhou imagens dos eventos de 8 de janeiro em suas redes sociais. Embora negue ter entrado nos edifícios, ele narrou nas redes sociais sua experiência de ser atingido por bala de borracha e de tirar uma "selfie" em frente ao Congresso. Rodrigo estava cumprindo pena em regime semiaberto.
Diego Guanabara Corrêa Scalona, por sua vez, tinha um Acordo de Não Persecução Penal com a Procuradoria-Geral da República. Porém, descobriu-se que ele havia cometido crimes mais graves do que os inicialmente considerados, levando à rescisão do acordo por ordem do ministro Moraes.
Contexto dos Mandados de Prisão
Segundo informações divulgadas pelo portal Metrópoles, há 238 mandados de prisão em aberto expedidos pelo STF, dos quais 237 foram resultado das ordens emitidas pelo ministro Alexandre de Moraes. Essas ordens fazem parte de um esforço nacional de aplicação da lei, em colaboração com o Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e do Sistema de Execução de Medidas Socioeducativas, vinculado ao Conselho Nacional de Justiça.
Os mandados em aberto reforçam o compromisso das instituições judiciais brasileiras em localizar e responsabilizar todos os envolvidos nos tumultos que desafiaram o estado democrático de direito. Esta nova fase das investigações visa encerrar a sensação de impunidade e reafirmar a força das instituições do Brasil perante atos de insurreição.
Assim, o cerco se fecha ao redor dos indivíduos que, com suas ações, atentaram contra a estabilidade das instituições democráticas do país. O STF e a PF seguem vigilantes na busca e captura destes foragidos, reafirmando o compromisso com a justiça e a ordem constitucional.

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