Justiça mantém preso presidente do Sindicato Rural de Rio Verde
Enquanto o processo avança, o Sindicato Rural de Rio Verde empossou o vice-presidente, Everaldo Pereira, como novo presidente

O agora ex-presidente do Sindicato Rural de Rio Verde (GO), Olavio Teles, acusado de estuprar três funcionárias da entidade — entre elas uma adolescente de 17 anos — teve a prisão mantida após audiência de custódia realizada na manhã desta sexta-feira (14). A Justiça decidiu que ele permanecerá detido pelo menos até a conclusão do inquérito, considerado “bem adiantado” pela Polícia Civil.
Segundo a delegada responsável pelas investigações, há indícios robustos da prática dos crimes de estupro, assédio sexual, violência psicológica e ameaça. Ela afirmou que a manutenção da prisão tem como objetivo preservar as vítimas e as testemunhas, que ainda estão sendo ouvidas.
A apuração não é recente. O caso começou a ser investigado em setembro, quando as três vítimas identificadas prestaram depoimento. A polícia agora aguarda a análise pericial dos celulares apreendidos, a oitiva das últimas testemunhas e o interrogatório do próprio Olavio Teles, que deve ocorrer nos próximos dias. A delegada não estabeleceu uma data específica, mas disse esperar que tudo se desenrole “rapidamente”, já que faltava apenas o resultado da audiência de custódia para avançar.
O inquérito pode ser concluído em até duas semanas. A tendência, segundo investigadores, é que Teles seja indiciado e que o caso siga para avaliação do Ministério Público, que decidirá sobre o oferecimento da denúncia à Justiça.
Mudança de comando no sindicato
Enquanto o processo avança, o Sindicato Rural de Rio Verde empossou o vice-presidente, Everaldo Pereira, como novo presidente. A mudança ocorre em meio ao início da safra de soja, período considerado estratégico para os produtores rurais da região.
Denúncias
As vítimas afirmam ter sido estupradas pelo ex-presidente dentro da própria sala da presidência do sindicato. Entre elas está uma adolescente de 17 anos, o que pode agravar a responsabilidade penal do investigado.
As denúncias incluem episódios de coerção, intimidação e ameaças, que teriam sido utilizados para silenciar as funcionárias e impedir que buscassem ajuda.
Defesa
A defesa de Olavio Teles nega todas as acusações e afirma que ele é inocente. Os advogados dizem confiar que a investigação demonstrará que não houve crime.
A Justiça, porém, considerou que a permanência do ex-presidente em liberdade poderia comprometer o andamento da apuração. Com isso, ele seguirá preso até que a Polícia Civil finalize o inquérito e encaminhe as conclusões às autoridades competentes.

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