Justiça aceita denúncia contra vereador foragido por tráfico após esquema de posse clandestina
Decisão judicial foi proferida pela 1ª Vara Criminal de Ceres contra Osvaldo José Seabra Júnior e mais três envolvidos no esquema fraudulento.

O Ministério Público de Goiás (MPGO) aceitou a denúncia contra o vereador eleito de Ceres, Osvaldo José Seabra Júnior, que agora se tornou réu perante a Justiça. A decisão, proferida pela 1ª Vara Criminal de Ceres na última quinta-feira (23), coloca o vereador foragido e mais três pessoas sob a mira da Justiça por envolvimento em um esquema para forjar a posse na Câmara Municipal e, assim, tentar escapar de uma prisão por tráfico de drogas.
O promotor de Justiça Pedro Furtado Schmitt Corrêa apontou na denúncia que Osvaldo, eleito em 2024, estava foragido da Justiça por envolvimento em uma operação de combate ao tráfico de drogas. Para se esquivar do cárcere, ele tentou usar o cargo público como estratégia.
O MPGO demonstrou que, no dia 1º de janeiro de 2025, foi realizada uma posse clandestina, que durou cerca de três minutos, com auxílio de funcionários da Casa Legislativa:
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Glicério de Moraes Mendes Júnior: Presidente da Câmara Legislativa.
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Daniel José Prados Silva: Assessor jurídico, acusado de elaborar documento ideologicamente falso.
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Kaio Diego da Costa: Auxiliou no transporte do foragido.
A quebra de sigilo telefônico e as imagens das câmeras de segurança, que flagraram Osvaldo entrando no prédio disfarçado com boné e óculos escuros, foram cruciais para comprovar o ato fraudulento.
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Crimes Imputados e Reparação
O MPGO sustenta que as condutas "revelam significativa reprovabilidade" por fraudarem uma solenidade institucional e comprometerem a credibilidade democrática. O grupo responderá por falsidade ideologica e favorecimento pessoal.
A denúncia requer ainda a fixação de um valor mínimo de R$ 10 mil em reparação por danos morais coletivos para cada acusado. A Câmara Municipal de Ceres chegou a anular a posse, que não cumpriu formalidades como a entrega de diploma e declaração de bens, após recomendação do Ministério Público.

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