Juiz que cometer infração grave poderá perder o cargo em definitivo diz CNJ
Magistrados afastados receberão salário proporcional até decisão judicial definitiva

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou nesta terça-feira (4) uma alteração histórica nas regras disciplinares da magistratura. Por unanimidade, o órgão acabou com a aposentadoria compulsória como penalidade máxima administrativa para juízes que cometerem infrações graves, criando a figura da disponibilidade com proposta de perda definitiva do cargo.
Pelo novo fluxo aprovado, ao identificar faltas de extrema gravidade — como negligência, recebimento de vantagens indevidas, conduta incompatível com a função ou atuação político-partidária —, o tribunal colocará o magistrado em disponibilidade imediata. Durante esse período, o juiz fica afastado das funções e passa a receber salários proporcionais ao tempo de contribuição.
A decisão passa por um reexame obrigatório no próprio CNJ e, após a confirmação, o caso é enviado à Advocacia-Geral da União (AGU), que ajuizará uma ação civil de perda do cargo perante o Supremo Tribunal Federal (STF). Apenas após o trânsito em julgado na Suprema Corte ocorrerá a demissão definitiva. A mudança atende a um pedido feito ao CNJ pelo juiz aposentado compulsoriamente Adenito Francisco Mariano Júnior, do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO).

Justiça manda soltar empresários presos por suposta fraude milionária em licitação de salas modulares
Segundo o MPGO, cinco empresários participariam das licitações apresentando orçamentos fictícios e com valores acima dos praticados no mercado.

Justiça manda Nova Crixás regularizar transporte escolar em 24 horas e suspende gastos com shows
A determinação obriga a prefeitura a garantir o transporte em todas as rotas e durante todos os dias letivos.











