Juiz converte prisão de motorista que bateu em seis carros e matou servidor em Goiânia
Segundo a juíza, os elementos coletados indicam fortes indícios da prática dos crimes de homicídio, cárcere privado, violência doméstica, embriaguez ao volante e posse de drogas.

Lucas San Thiago Batista Moreira, de 28 anos, teve a prisão em flagrante convertida em preventiva nesta terça-feira (28) durante audiência de custódia realizada no Fórum de Goiânia. A decisão foi proferida pela juíza Jordana Brandão Alvarenga Pinheiro, que também deferiu medidas protetivas em favor da ex-namorada de Lucas, mantida em cárcere e agredida por ele.
De acordo com os autos do processo, Lucas foi preso pela Polícia Militar após provocar o acidente de trânsito envolvendo seis veículos no Jardim América, que resultou na morte de Alexandre Oliveira de Macedo, de 56 anos, auditor do Conselho Tributário Fiscal da capital. A prisão ocorreu no domingo (26), após a ex-namorada relatar que vinha sendo mantida em cárcere privado e submetida a agressões físicas e ameaças pelo companheiro.
Defesa de Lucas
Durante a audiência, realizada de forma presencial, a defesa teve a oportunidade de entrevistar reservadamente o acusado. Lucas negou ter mantido a vítima em cárcere privado e afirmou que o acidente teria ocorrido por manobra brusca provocada por uma motocicleta, embora tenha reconhecido o uso de drogas, incluindo maconha e MDMA, antes do acidente.
Segundo a juíza, os elementos coletados pela autoridade policial, incluindo depoimentos de testemunhas e da própria vítima, indicam fortes indícios da prática dos crimes de homicídio, cárcere privado, violência doméstica, embriaguez ao volante e posse de drogas. Fotos do local do acidente, vídeos e laudos periciais confirmaram que o condutor dirigia em alta velocidade e sob efeito de substâncias entorpecentes.
Decisão
Em sua decisão, a magistrada destacou que a gravidade dos crimes e o histórico delitivo do acusado justificam a manutenção da prisão preventiva. “A liberdade do autuado nesta fase poderia viabilizar novas práticas delitivas, evidenciando a necessidade da segregação cautelar para garantia da ordem pública”, afirmou.
Além da prisão preventiva, foram impostas medidas protetivas à vítima pelo prazo de 180 dias, incluindo proibição de aproximação e contato com a ofendida e seus familiares, bem como a obrigação de participação em palestras de reflexão para autores de violência. A juíza alertou que o descumprimento dessas medidas implicará em prisão imediata.

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