Ex-diretor da Polícia Civil é condenado por perseguir e agredir ex-namorada
Robson Cândido recebeu pena de um ano e três meses, mas foi absolvido de crimes graves como corrupção, peculato e violação de sigilo

O ex-diretor da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), Robson Cândido, foi condenado a um ano e três meses de prisão em regime aberto pelos crimes de stalking (perseguição) e violência psicológica contra a ex-namorada, com quem manteve um relacionamento conturbado entre 2022 e 2023; apesar da condenação parcial, Cândido foi absolvido de diversos outros crimes, como descumprimento de medida protetiva, peculato, corrupção passiva e interceptação telemática ilegal.
A sentença judicial encerra, em parte, o caso que gerou grande repercussão no Distrito Federal. A condenação de Robson Cândido refere-se aos crimes de perseguição reiterada (stalking) e violência psicológica, que, segundo a acusação, foram cometidos contra a ex-namorada, de 25 anos à época.
No entanto, o ex-diretor da PCDF foi absolvido da maioria dos delitos que constavam na denúncia inicial do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). Entre os crimes mais graves dos quais Cândido foi considerado inocente estão:
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Descumprimento de medida protetiva;
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Peculato (desvio de dinheiro público);
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Corrupção passiva;
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Interceptação telemática ilegal;
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Violação de sigilo funcional.
Defesa Anuncia Recurso
Os advogados de Cândido, Cleber Lopes e Rita Machado, confirmaram ao Correio que irão recorrer da condenação parcial. Em nota, a defesa afirmou que a sentença já reconheceu o "excesso que houve na acusação contra Robson ao absolvê-lo de diversos fatos".
"Embora já tenha sido absolvido de quase todas as acusações, a defesa recorrerá da condenação parcial e confia que o Tribunal promoverá o devido reequilíbrio do caso, conduzindo-o à solução mais justa e adequada", diz o comunicado.
Relembre a Denúncia
O caso veio à tona com a denúncia do MPDFT, que detalhou a perseguição que a vítima teria vivido entre abril e novembro de 2023. Segundo os promotores, o ex-delegado-chefe "perseguiu reiteradamente a vítima, por meio de expedientes e investidas variadas", ameaçando a integridade psicológica da mulher e "invadindo e perturbando sua esfera de liberdade e privacidade".
A prisão de Cândido ocorreu em 4 de novembro, data a partir da qual as investigações sobre os múltiplos crimes foram aprofundadas.

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