Estudante que ostenta viagens internacionais nas redes sociais "perde" bolsa de medicina bancada pela prefeitura
A jovem beneficiária do Programa Graduação, oferecido pela Prefeitura de Anápolis, se viu no centro de uma controvérsia após suas postagens de viagens pela Europa e praias paradisíacas

A justiça decidiu manter a suspensão da bolsa universitária de uma estudante de medicina, que ostentava viagens internacionais nas redes sociais, desencadeando uma discussão sobre a ética no uso dos recursos públicos destinados a estudantes de baixa renda.
A jovem beneficiária do Programa Graduação, oferecido pela Prefeitura de Anápolis, se viu no centro de uma controvérsia após suas postagens de viagens pela Europa e praias paradisíacas serem usadas como evidência de que ela não necessitava da bolsa. Este benefício foi inicialmente suspenso pela nova gestão no início do ano, após suspeitas de fraude no programa.
O juiz Gabriel Lisboa, responsável pelo caso, avaliou as redes sociais da estudante e determinou que as imagens e vídeos mostravam um padrão de vida incompatível com os critérios de renda alegados pela beneficiária. A estudante afirmou ter uma renda familiar de até três salários mínimos mensais, um parâmetro que o juiz considerou incoerente, levando em conta a situação financeira da família.
Após novas análises, veio à tona que a mãe da estudante trabalha como advogada e servidora pública com ganhos superiores a R$ 8 mil mensais. Além disso, constatou-se que o pai possui uma posição relevante como sócio de uma imobiliária, e o avô, residente junto com a estudante, é empresário com capital social significativo.
Diante das evidências, o juiz deu um prazo de 15 dias para a estudante apresentar documentos que comprovem seu direito ao benefício. Enquanto isso, o programa, criado em 2019 para atender estudantes de baixa renda, passa por uma auditoria da Prefeitura de Anápolis para investigar possíveis fraudes em suas concessões.
Impacto e Recomendação do Ministério Público
Atualmente, o Ministério Público conduz investigações paralelas e busca separar os alunos que realmente necessitam do auxílio dos que potencialmente aproveitaram irregularidades no sistema. Em meio à investigação, 108 alunos de diferentes cursos ficaram sem a bolsa, o que levantou preocupações sobre a manutenção do apoio a estudantes em situações de vulnerabilidade social.
O Ministério Público recomendou que o município restabeleça o pagamento das bolsas para não prejudicar alunos genuinamente necessitados, enquanto aguarda o desenrolar das investigações. Caso seja confirmada alguma fraude, o MP planeja adotar medidas legais para ressarcir os cofres públicos.
Até o momento, a família da estudante não se pronunciou, enquanto a Prefeitura de Anápolis declarou que mantém uma comissão dedicada a apurar possíveis irregularidades, prometendo tomar medidas adequadas após a conclusão das investigações.

Justiça manda soltar empresários presos por suposta fraude milionária em licitação de salas modulares
Segundo o MPGO, cinco empresários participariam das licitações apresentando orçamentos fictícios e com valores acima dos praticados no mercado.

Justiça manda Nova Crixás regularizar transporte escolar em 24 horas e suspende gastos com shows
A determinação obriga a prefeitura a garantir o transporte em todas as rotas e durante todos os dias letivos.










