Com suspeitas de fraudes, concurso em Nova Crixás é suspenso pela Justiça
A Câmara Municipal e o Instituto de Tecnologia e Educação Ltda. (Itec), responsável pela organização do concurso, são os alvos da ação.

A Justiça determinou a suspensão do concurso público regido pelo Edital 1/2024, voltado ao preenchimento de cargos efetivos da Câmara Municipal de Nova Crixás, no norte de Goiás. A decisão atende a um pedido do Ministério Público de Goiás (MPGO), que ingressou com ação civil pública apontando graves irregularidades no processo seletivo.
O promotor de Justiça Yuri Coelho Dias, autor da ação, sustenta que o certame apresenta vícios insanáveis que comprometem sua legalidade e moralidade. A Câmara Municipal e o Instituto de Tecnologia e Educação Ltda. (Itec), responsável pela organização do concurso, são os alvos da ação.
De acordo com a investigação, servidores impedidos legalmente teriam atuado diretamente na elaboração, condução e fiscalização do concurso, o que, segundo o promotor, configura presunção absoluta de parcialidade e compromete a lisura do processo.
O concurso foi homologado em 10 de julho de 2024, com previsão de nomeação dos aprovados em 11 de novembro do mesmo ano. No entanto, surgiram denúncias sobre a participação de duas servidoras — aprovadas para o cargo de controlador interno — que posteriormente tiveram suas nomeações anuladas pelo Tribunal de Contas dos Municípios de Goiás. O órgão apontou conflito de interesses e desrespeito aos princípios da moralidade e da impessoalidade.
Além disso, três outras pessoas aprovadas para diferentes cargos teriam atuado na contratação da banca organizadora, segundo o MPGO.
Outro ponto levantado por Yuri Coelho Dias é que o Itec está sob investigação por supostas fraudes em diversos concursos públicos no estado, o que reforça, na visão do promotor, a gravidade das violações e a necessidade de anulação do certame.

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