Chefe da AGU se consolida como o favorito de Lula para ser o novo ministro do STF
Jorge Messias agradou por ser aliado, garantista e evangélico, fator visto como estratégico

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve anunciar nos próximos dias a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) deixada por Luís Roberto Barroso. Messias, que já foi subchefe para Assuntos Jurídicos da Presidência, consolidou-se como o favorito de Lula por ser um aliado de confiança, defensor de uma linha garantista e por ser evangélico, um fator visto como estratégico pelo governo.
O ministro Luís Roberto Barroso formalizou sua aposentadoria antecipada na segunda-feira (13), com saída oficial prevista para este sábado (18). Com o cronograma apertado, fontes do Planalto indicam que o anúncio do substituto deve ser feito ainda nesta semana.
A pressa visa garantir que a sabatina no Senado Federal aconteça antes do recesso parlamentar, permitindo que o novo ministro tome posse no início de 2026.
Embora nomes de peso como o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, e o ministro do TCU, Bruno Dantas, tenham sido cotados, interlocutores próximos ao governo confirmam que Jorge Messias é o nome escolhido por Lula.
Messias já era um quadro importante nos governos petistas e é visto como o terceiro nome na lista pessoal do presidente para o STF, sucedendo Cristiano Zanin e Flávio Dino. O perfil do Advogado-Geral da União agrada o Palácio do Planalto por vários motivos:
-
Alinhamento Jurídico: É considerado um defensor da linha garantista, tese valorizada por Lula.
-
Aliança Política: É um aliado de confiança, com histórico de serviço nos governos petistas.
-
Fator Evangélico: Sua fé é vista como um trunfo político, ajudando o governo a ampliar o diálogo com o segmento religioso evangélico.
A escolha de Messias reforça a presença de juristas ligados ao governo e a pautas progressistas no STF, mas, por outro lado, mantém a Corte com a presença de apenas uma mulher entre os ministros.
A Saída de Barroso
A aposentadoria de Luís Roberto Barroso é antecipada. Aos 67 anos, o ministro poderia permanecer no STF até 2033, quando completaria 75 anos. Antes de se despedir oficialmente, Barroso deve liberar processos importantes de sua relatoria, como o que trata da descriminalização do aborto até a 12ª semana de gestação. Após deixar a Corte, ele pretende lançar um livro de memórias e se dedicar à vida acadêmica.
Com a saída de Barroso, a presidência do STF é assumida pelo ministro Luiz Edson Fachin, e a vice-presidência pelo ministro Alexandre de Moraes.

Justiça manda soltar empresários presos por suposta fraude milionária em licitação de salas modulares
Segundo o MPGO, cinco empresários participariam das licitações apresentando orçamentos fictícios e com valores acima dos praticados no mercado.

Justiça manda Nova Crixás regularizar transporte escolar em 24 horas e suspende gastos com shows
A determinação obriga a prefeitura a garantir o transporte em todas as rotas e durante todos os dias letivos.











