Assassinos do empresário Brunno Baylão são condenados a 15 anos de prisão
Ao ser interrogado, Henrique confessou o crime, mas Edgar Primo negou ter envolvimento na morte de Brunno.

Em julgamento popular que durou cerca de oito horas, os acusados pelo assassinato do empresário Brunno Baylão, de 40 anos, Edgar Silva Primo, e Henrique Pacheco de Almeida, foram condenados a 15 anos e 14 anos e seis meses de prisão, respectivamente. Edgar é dono de um laticínio na cidade de Inhumas e foi acusado de mandar matar Brunno por conta de uma dívida de R$ 320 mil que não queria pagar à vítima. Henrique foi o atirador que executou o empresário.
O julgamento começou por volta das 8h30 da manhã desta segunda-feira (14), e terminou no início da noite. Ao ser interrogado, Henrique confessou o crime, mas Edgar Primo negou ter envolvimento na morte de Brunno. No entanto, diante dos confissões de Henrique, que corroboraram com os apontamentos do Ministério Público de Goiás (MPGO), os dois acabaram pegando penas parecidas.
Henrique afirmou que agiu sob ordens de Edgar e disse que a arma do crime pertencia ao empresário de Inhumas, acusado de ter contratado o serviço do homicida. Durante a investigação, a Polícia Civil apontou que Henrique teria recebido R$ 15 mil de Edgar para cometer o crime, mas, durante o interrogatório, ele negou ter recebido qualquer quantia, já que o assassinato foi desvendado antes. O júri é composto por seis homens e uma mulher.
O crime
O crime aconteceu no dia 15 de fevereiro e foi investigado pelo delegado João Paulo Mendes. Segundo a investigação, a emboscada contou até mesmo com uma simulação de pedido de socorro por parte do suspeito. Edgar fabricava mussarela e Brunno comprava o queijo e revendia para supermercados em Goiânia. De forma paralela, os dois ainda tinham um negócio de “desconto de cheques”.
Segundo a polícia, a investigação mostrou que inicialmente o atirador negou a oferta do mandante, mas depois acabou aceitando. O delegado explicou que, para facilitar a execução, Edgar teria pedido que, em algumas ocasiões, Henrique fizesse o "mapeamento da área" para entender como seria a dinâmica da casa e o comportamento da vítima.
Edgar esteve presente na cena do crime durante a execução e que foi ele o responsável em ligar para a Polícia Militar, simulando um pedido de socorro. Na ocasião, Edgar teria comunicado um suposto latrocínio, que seria um roubo seguido de morte. No entanto, a Polícia Civil descartou essa possibilidade logo que chegou no local em que Brunno foi assassinado. Além de acionar o socorro, Edgar ainda teria fingido uma tentativa de impedir a fuga do atirador.

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