Assassino de mãe e três filhas em MT é condenado por homicídio de jornalista praticado em Goiás
Embora tenha sido preso logo após o crime, Gilberto permaneceu detido por cerca de cinco meses apenas.

Gilberto Rodrigues dos Anjos foi condenado pelo Tribunal do Júri de Mineiros, na última sexta-feira (16), a 17 anos, 3 meses e 29 dias de reclusão, em regime fechado. A sentença se refere ao homicídio triplamente qualificado, seguido de furto, contra Osni Mendes Araújo, ocorrido em dezembro de 2013. O réu havia sido denunciado pelo Ministério Público de Goiás (MPGO) em 2014.
Embora tenha sido preso logo após o crime, Gilberto permaneceu detido por cerca de cinco meses apenas. Ele voltou a ser preso em novembro de 2023, após cometer outro crime de grande repercussão. Ele foi o autor do assassinato de uma mãe e suas três filhas na cidade de Sorriso, no estado de Mato Grosso. Desde então, está novamente sob custódia.
O homicídio de Osni
De acordo com a denúncia, Gilberto e Osni saíram juntos no carro da vítima na noite do crime. Durante o trajeto, Osni teria manifestado interesse em manter um relacionamento com Gilberto, que reagiu violentamente. Ele desferiu um soco no rosto da vítima, provocando seu desmaio. Em seguida, enforcou Osni com a própria camiseta da vítima, resultando em sua morte.
Após o homicídio, Gilberto fugiu do local levando o carro da vítima. Ele se escondeu na chácara de um amigo, mas continuou utilizando o veículo para circular pela cidade, inclusive indo a um bar buscar cervejas. Foi localizado e preso pela Polícia Militar cinco dias após o crime.
Com base nas investigações, o Ministério Público denunciou Gilberto pelos crimes de homicídio triplamente qualificado — por motivo fútil, emprego de meio cruel e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima (artigo 121, §2º, incisos II, III e IV do Código Penal) — e furto (artigo 155, caput, do Código Penal).
Juri
Durante o júri popular, o promotor Leonardo de Oliveira Marchezini, da 3ª Promotoria de Justiça de Mineiros, atuou na acusação. O juiz Matheus Nobre Giuliasse reconheceu todas as qualificadoras apontadas pelo MPGO, conforme também deliberado pelos jurados, e realizou a dosimetria da pena.
Considerando as circunstâncias agravantes e atenuantes, além da condenação por furto e a presença de concurso material entre os crimes, a pena final foi fixada em 17 anos, 3 meses e 29 dias de reclusão. Como o réu já havia cumprido cerca de seis meses de prisão entre 2013 e 2014, e está preso desde novembro de 2023, esses períodos serão descontados do total da pena.
A Justiça também determinou que Gilberto não poderá recorrer em liberdade, com base em jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF), devendo iniciar imediatamente o cumprimento da sentença.

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