Após decisão judicial e ameaça de multa, Sintego encerra greve na Educação de Aparecida
A paralisação chegou ao fim após uma determinação judicial, que atendeu a um pedido da Prefeitura de Aparecida de Goiânia.

A greve dos professores da rede municipal de Aparecida de Goiânia foi suspensa após votação realizada em assembleia, na manhã desta sexta-feira (16). De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego), a categoria também deliberou pelo retorno às unidades escolares na segunda-feira (19). A paralisação chegou ao fim após uma determinação judicial, que atendeu a um pedido da Prefeitura. O documento emitido pelo Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) ordenou o retorno imediato dos docentes às salas de aula.
A decisão foi proferida pelo desembargador Jeronymo Pedro Villas Boas, que classificou a greve geral da educação no município como abusiva. No pedido enviado ao Judiciário, a Prefeitura argumentou que a paralisação é ilegal, pois compromete o direito fundamental à educação e não garante a manutenção de serviços essenciais mínimos. O TJ reconheceu a educação como um serviço essencial e determinou a suspensão total da greve. A decisão ainda impôs multa diária ao Sintego caso a ordem não fosse cumprida.
Apesar da suspensão da greve, o sindicato informou que seguirá "na mesa de negociações permanente, visto que o retroativo do reajuste do Piso de 2025 ainda está em aberto, bem como a concessão de progressões e titularidade de Professores e Administrativos", conforme publicado pela entidade. A direção também informou que negociará o calendário de reposição, a fim de reajustar o tempo perdido pelo alunos.
Reajuste
Durante esse processo de negociação, a Câmara Municipal aprovou o projeto enviado pelo Executivo que concede reajuste salarial de 6,27% aos professores, com validade a partir de 1º de maio. O prefeito em exercício, João Campos (Podemos), sancionou o novo piso na tarde de quinta-feira (15). Com a nova legislação, o piso salarial dos professores com formação em nível médio e jornada de 40 horas semanais passa a ser de R$ 4.867,77.
No entanto, o procurador do município, Fábio Camargo, esclareceu que o pagamento retroativo solicitado pela categoria não será realizado, justificando que a Prefeitura não possui recursos e que o pedido é considerado ilegal. A atual gestão ainda sofre para realizar o pagamento de R$ 500 milhões em dívidas deixadas pela gestão de Vilmar Mariano, entre outros problemas herdados.
Apesar da suspensão do movimento, a presidente do Sintego e deputada estadual, Bia de Lima (PT), declarou que as negociações devem continuar. "Nós estamos prontos para repor, mas prontos também para continuarmos avançando nas negociações", disse. A greve havia começado no dia 29 de abril.

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