Acusado de estuprar e matar estudante é condenado a 48 anos de prisão
O crime foi praticado com extrema crueldade, segundo a Justiça, que também destacou o sequestro da vítima e a ocultação do cadáver.

Janildo Silva Magalhães, condenado nesta terça-feira (7) a 48 anos e 6 meses de prisão, foi responsabilizado pelo estupro e assassinato da estudante Amélia Vitória Oliveira de Jesus, de 14 anos, em Aparecida de Goiânia, em novembro de 2023. A pena será cumprida inicialmente em regime fechado, sem possibilidade de recorrer em liberdade.
O crime foi praticado com extrema crueldade, segundo a Justiça, que também destacou o sequestro da vítima e a ocultação do cadáver, provocando sofrimento à família da adolescente. Janildo foi condenado ainda a pagar 10 dias-multa, calculados como um trinta avos do salário mínimo vigente na época.
Como ocorreu o crime
Amélia foi raptada ao sair de casa para buscar a irmã na escola. As investigações apontaram que ela foi estuprada em dois locais distintos: no Parque Itatiaia e no Setor Parque Haiala, ambos em Aparecida de Goiânia. Uma câmera de segurança registrou o trajeto do suspeito com a vítima.
O delegado Eduardo Rodovalho explicou que Janildo, que já tinha antecedentes criminais, costumava sair com uma bicicleta para praticar furtos e roubos, e teria aproveitado a ocasião para atacar a adolescente. Segundo a polícia, a vítima foi constrangida, violentada e asfixiada, e o corpo foi deixado escondido em um imóvel abandonado.
Investigação e identificação do suspeito
O DNA coletado no corpo de Amélia permitiu identificar Janildo, que já possuía perfil genético no Banco Nacional de Perfis Genéticos devido a um crime anterior de estupro. A perícia apontou ainda que ele tentou apagar evidências, pintando a bicicleta usada no crime e rasgando a camiseta que vestia, embora tenha sido impedido pela própria família.
O comportamento estranho do suspeito chamou a atenção da mãe e da irmã. Ele chegou a dizer: “Eu vou sair, não me espere. Não sei se vou voltar amanhã e nem se vou estar vivo”. A própria comoção da família fez com que ele levasse o corpo da adolescente a um local de fácil localização, envolto em um lençol.

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