Vítima do acidente no Saccaria morre e motorista pode responder também por “homicídio”
O empresário Kleber Sebastião da Silva, 42 anos, passou por uma cirurgia nessa quinta-feira (11), porém, tece complicações e teve a morte constatada nesta sexta-feira (12)

O empresário Kleber Sebastião da Silva, 42 anos, uma das vítimas que ficou em estado grave após um Ford EcoSport “desgovernado” invadir o restaurante Saccaria, no Jardim Goiás, bairro nobre de Goiânia, e deixou 13 pessoas feridas, no dia 19 de julho, não resistiu e morreu nesta sexta-feira (12), no hospital onde estava internado na Unidade de Terapia intensiva (UTI).
De acordo com as primeiras informações, Kleber foi internado, inicialmente, no Hospital de Urgências de Goiânia (HUGO), onde passou por duas cirurgias após o acidente, foi internado na UTI, onde ficou sedado, traqueostomizado em ventilação mecânica e com quadro clínico ainda considerado bastante grave.
Na última semana, o paciente foi transferido do HUGO para outro hospital, onde nessa quinta-feira (11), passou por nova cirurgia, porém, nesta sexta-feira (12), não resistiu e teve a morte confirmada.
O inquérito que investiga o acidente foi concluído e encaminhado ao Ministério Público com o indiciamento da motorista do EcoSport que invadiu o Saccaria, Elizabete Gonçalves Magalhães, 68 anos, por lesão corporal culposa, devido às 13 vítimas feridas, quando o fato foi cometido “sem intenção”.
No entanto, com a morte do empresário, Elizabete pode, agora, responder por homicídio culposo, “sem intenção”.
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O inquérito, que apurava o acidente e foi concluído na quarta-feira (10) e remetido à Justiça de Goiás, explica que a versão apresentada pela condutora, sobre a possibilidade de uma pane no acelerador, foi descartada e que a versão apresentada por Elizabete não condir com a realidade e que que a falta de domínio do carro, por parte da motorista, é evidente nos autos.
"A condutora chegou a narrar, durante a realização do exame médico legal, que 'ficou refém do próprio carro', situação que não condiz com a realidade. A versão apresentada foi rechaçada pelas provas técnica e oral realizadas. Não é possível o veículo ter acelerado sozinho", pontuou a delegada Érica Botrel, que assinou o documento encaminhado ao Ministério Público.
A Perícia feita no Ford EcoSport não encontrou evidências de falha mecânica no veículo.
O Ministério Público vai revisar as provas apuradas pela Polícia Civil e decidir se Elizabete Gonçalves será denunciada à Justiça.

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