Greve da Educação começa em Goiânia; Justiça determina 70% das escolas funcionando
Sintego confirma paralisação nesta segunda (17); categoria rejeita proposta da Prefeitura, e impasse salarial vai parar em audiência no TJ-GO na quarta-feira (19)

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego) confirmou o início, nesta segunda-feira (17), da greve dos servidores da educação municipal de Goiânia. A paralisação ocorre sob determinação do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO), que obrigou a categoria a manter pelo menos 70% do efetivo trabalhando em cada unidade escolar.
Sindicato e Prefeitura ainda travam uma queda de braço sobre a recomposição da tabela salarial.
A greve foi aprovada pelos servidores na última quinta-feira (13), depois de a categoria rejeitar a proposta apresentada pela Prefeitura de Goiânia. O principal ponto de impasse está no prazo para a recomposição salarial.
Os trabalhadores defendem que a correção da tabela seja feita ainda durante o atual mandato. A administração municipal, por sua vez, propõe que a recomposição seja parcelada até 2030. Sem acordo, os servidores decidiram cruzar os braços a partir desta segunda.
Antes do início da paralisação, porém, a Justiça estabeleceu limites para o movimento. Em decisão do desembargador Augusto Ventura, o TJ-GO determinou a manutenção de 70% do efetivo em cada unidade escolar, e não apenas considerando o conjunto da rede municipal.
Caso a determinação seja descumprida, o Sintego poderá ser multado em R$ 5 mil por dia. Inicialmente, o valor total da penalidade está limitado a R$ 100 mil.
A decisão também deu prazo de cinco dias para que o sindicato apresente documentos relacionados à assembleia que aprovou a greve. O Sintego ainda terá de entregar um plano de contingência individualizado para cada unidade, detalhando como serão garantidos serviços considerados essenciais durante a paralisação.
Entre os pontos que deverão constar no planejamento estão a manutenção da alimentação escolar e o atendimento às crianças matriculadas na educação infantil.
Agora, Prefeitura e servidores terão uma nova tentativa de acabar com o impasse. Uma audiência de conciliação está marcada para quarta-feira (19), às 10h30, no Tribunal de Justiça de Goiás. O encontro poderá definir os próximos passos da greve e das negociações sobre a tabela salarial.

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O evento, com entrada gratuita, será realizado na sede da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego), em Goiânia, sob a organização conjunta da Goiasprev, Goianiaprev e Senaprev.













