Sindsaúde pede punição para PMs e acusa vereador de tratar saúde como mercadoria; vídeo
A representante da categoria convocou assembleia-geral com manifestação da categoria para esta segunda-feira (9), às 9h, em frente ao Cais Campinas.

A presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Sistema Único de Saúde de Goiás (Sindsaúde-GO), Néia Vieira, acusou o vereador Igor Franco (MDB) de interferir na Saúde da Capital como se fosse mercadoria e pediu uma resposta dura aos policiais militares envolvido no caso. Vídeo no final do texto
A representante da categoria convocou assembleia-geral com manifestação da categoria para esta segunda-feira (9), às 9h, em frente ao Cais Campinas.
Em um vídeo publicado na página do sindicato no Instagram, Néia alegou que a presença de policiais em ambiente hospitalar como aconteceu na Maternidade Célia Câmara na última sexta (06), nas palavras do porta-voz da entidade, é "lamentável e desnecessária". Saiba mais sobre o caso aqui
Ela afirma que o papel das forças policiais deveria ser empregado em ações de combate à criminalidade, como prender assaltantes e indivíduos que colocam em risco a ordem pública, em vez de intimidar trabalhadores que já enfrentam condições extremamente precarizadas no sistema público de saúde.
“Precisamos da polícia nas ruas, prendendo aqueles que de fato perturbam a ordem pública. Não é para intimidar trabalhadores. Esses profissionais já estão lidando com atrasos de salários e continuam doando de si mesmos para garantir a sobrevivência e a vida dos outros”, destacou o sindicato.
Vereador acusado de interferir no sistema de saúde
Além das críticas aos agentes de segurança pública, o sindicato também apontou o dedo para o vereador Igor Franco, acusando-o de tratar a saúde pública como "mercadoria".
As declarações de Néia Vieira sugerem que o parlamentar vem interferindo de maneira prejudicial no funcionamento da rede pública de saúde.
Revolta e mobilização dos trabalhadores
O episódio na Maternidade Célia Câmara forçou, segundo o sindicato, a realização de uma manifestação na segunda, às 9 horas, em protesto contra o desrespeito aos trabalhadores da saúde e o descaso com a saúde pública em Goiânia.
Ação exemplar é exigida
Para o sindicato, a resposta a esses acontecimentos não deve se limitar a discursos ou demonstrações de apoio simbólico. A entidade foi categórica ao exigir “ações que punam exemplarmente não apenas os policiais envolvidos, mas também vereadores que interferem na saúde pública de forma incorreta”.
Outro lado
Em um vídeo publicado no sábado (07), o vereador Igor Franco rebateu as acusações. Veja aqui
Ele também comentou nas redes sociais do sindicato a afirmação da presidente de que trata à saúde como mercadoria.
"Simples. Bastam cumprir a lei que garante as gestantes o direito de optar pelo parto normal ou cesárea. Até agora não vi ninguém aqui perguntando se a grávida passa bem e se a criança nasceu saudável!", escreveu.

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