Rogério Cruz não cumpre acordo com servidores da Educação e manifestações recomeçam
Sintego convoca manifestação na Câmara na manhã desta terça-feira (20) para pedir apoio dos vereadores e pressionar o prefeito a cumprir o acordo referente à data-base 2022

Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego) faz na manhã dessa terça-feira (20) manifestação na Câmara Municipal de Goiânia para cobrar do prefeito Rogério Cruz (Republicanos) o pagamento da data-base referente ao ano de 2022 para os servidores administrativos que fazem parte da categoria.
A intenção é de que os vereadores ajudem a cobrar da prefeitura que seja enviado o projeto que contemple a data-base de 2022, que foi prometida pelo Paço em maio, mas que até o momento não foi enviado. A promessa foi feita para aos administrativos durante a greve no primeiro semestre, o que foi ponto fundamental para o retorno das aulas.
Os servidores administrativos da Educação municipal de Goiânia ficaram 29 dias em greve entre os meses de março e abril deste ano (2022), após longo período ignorados, já que a prefeitura dificultava até reuniões para negociação dos direitos cobrados pela categoria.
A insatisfação tem tomado grandes proporções, já que servidores já falam em novas paralisações e manifestações para cobrar o que foi prometido e não cumprido. Até mesmo uma nova greve dos “administrativos” não está descartada, caso o prefeito não cumpra as promessas.
Os servidores estão se sentindo “enganados” pelo prefeito Rogério Cruz (Republicanos), já que o acordo, proposto pelo próprio Executivo, para findar a greve não está sendo cumprido na íntegra.
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Segundo o Sintego, para os administrativos a proposta para terminar com a greve foi a inclusão do benefício de “auxílio locomoção”, a votação imediata na Câmara de Vereadores para o pagamento da data-base referente os anos de 2020 e 2021 e o encaminhamento do projeto de lei (PL), em maio da data base de 2022.
O Executivo cumpriu referente ao benefício e o pagamento da data-base dos anos anteriores, mas, referente a 2022, não. Neste caso, com quatro meses de atraso do que foi prometido, nada se fala sobre o assunto e quando questionada, a prefeitura tem permanecido em silêncio, não se posiciona e nem justifica, alimentando a insatisfação dos servidores.
Quando questionamos acerca da possibilidade de novas paralisações e até mesmo uma nova greve, o Sintego deixa claro que tudo vai depender da administração pública, está nas mãos do prefeito cumprir o acordado com a categoria e evitar novos transtornos para educação municipal, ou correr o risco de enfrentar manifestações e, até mesmo, uma segunda greve dentro do mesmo ano, prejudicando os estudantes e comunidade que dependem das escolas municipais, que vêm há dois anos com prejuízos à aprendizagem em decorrência da fase mais crítica da covid-19.
O Sintego esclarece que a categoria tem lei própria que garante a data-base em janeiro. Ou seja, mesmo com o acordo em maio o benefício já estava atrasado há três meses e ainda assim aceitaram o acordo, porém, não cumprido pelo Executivo.

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