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GOIÂNIA

07 de Julho de 2022, 15h:37 - A | A

GERAL / “DEPENDE SÓ DA PREFEITURA”

Rogério Cruz descumpre compromisso com a Educação e gera risco de nova greve

Sintego ressalta que o momento de diálogo foi em abril, agora o que falta é o cumprimento das propostas, uma vez que, os administrativos voltaram ao trabalho conforme acertado

MÁRIO ANDREAZZA
REDAÇÃO G5



Servidores administrativos da Educação municipal de Goiânia, que ficaram 29 dias em greve entre os meses de março e abril deste ano (2022), após longo período ignorados, já que a prefeitura dificultava até reuniões para negociação dos direitos cobrados pela categoria, seguem insatisfeitos e estão se sentindo “enganados” pelo prefeito Rogério Cruz (Republicanos), já que o acordo, proposto pelo próprio Executivo, para findar a greve não está sendo cumprido na íntegra.

A insatisfação tem tomado grandes proporções, já que servidores já falam em novas paralisações e manifestações para cobrar o que foi prometido e não cumprido. Até mesmo uma nova greve dos “administrativos” não está descartada, caso o prefeito não cumpra as promessas.

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Presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego), Ludmylla Morais conversou com o G5NEWS e explicou o que vem acontecendo após a negociação estabelecida entre o sindicato e a prefeitura, e acatada pela categoria em assembleia, o que culminou com a greve em 12 de abril.

Segundo Ludmylla, para os administrativos a proposta para terminar com a greve foi a inclusão do benefício de “auxílio locomoção”, a votação imediata na Câmara de Vereadores para o pagamento da data-base referente os anos de 2020 e 2021 e o encaminhamento do projeto de lei (PL), em maio da data base de 2022.

O Executivo cumpriu referente ao benefício e o pagamento da data-base dos anos anteriores, mas, referente a 2022, não. Neste caso, com dois meses de atrasado do que foi prometido, nada se fala sobre o assunto e quando questionada, a prefeitura tem permanecido em silêncio, não se posiciona e nem justifica, alimentando a insatisfação dos servidores.

A presidente explica que o momento do “diálogo” foi em abril, quando aconteceram as negociações e levou à categoria a concordar com o final da greve, mas o combinado não está sendo cumprido na íntegra e se não houver avanços, no que tange o envio do PL à Câmara Municipal, serão necessários “outros encaminhamentos”.

Ressaltou que agora o que falta é o cumprimento das propostas, uma vez que, os administrativos voltaram e tem cumprido suas atribuições com a comunidade escolar e prefeitura de Goiânia.

“É luta em cima de luta. A categoria já tem pedido novas paralisações. Agora é um período muito crítico, vem as férias, o sindicato tem tentado avançar junto ao Executivo de Goiânia de forma administrativa. No entanto, se não houver nenhuma manifestação por parte da prefeitura em relação a cumprir, nós vamos ter que tomar outros encaminhamentos junto à categoria. O que não dá mais é ficar indo atrás da prefeitura e a prefeitura ficar em silêncio sobre o percentual da data-base que é direito dos administrativos, mediante lei, a partir de janeiro. De tal forma, a categoria já foi muito compreensiva em aceitar para maio e finalizar a greve, mas não foi cumprido”, explicou o Sintego.

Ludmylla relatou que o sindicato teve reunião com o secretário de Governo da Capital, Michel Afif Magul, discutiram orçamento, cobraram o encaminhamento do projeto de lei da data-base 2022, cobrando a “data” que esse projeto seria encaminhado.

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Ainda durante a reunião, “lembraram” ao secretário que em julho os professores não recebem um benefício, o que deixaria uma disponibilidade de caixa, inclusive, para antecipar os 4,84% que falta para os 15% prometidos aos professores, com previsão legal para cumprimento até setembro. Mas, afirma que até o momento não teve nenhuma resposta.

O G5News constatou que o Prefeito veio publicamente dizer que os professores já estariam recebendo os 15% prometidos, o que não é verdade e chegou a trazer “desentendimentos” públicos quando Rogério Cruz foi desmentido por uma servidora durante evento e respondeu, de forma desrespeitosa que: quando a pessoa está trabalhando e está insatisfeita com o salário, sai e procura outro emprego”.

Quando questionamos acerca da possibilidade de novas paralisações e até mesmo uma nova greve, o Sintego deixa claro que tudo vai depender da administração pública, está nas mãos do prefeito cumprir o acordado com a categoria e evitar novos transtornos para educação municipal, ou correr o risco de enfrentar manifestações e, até mesmo, uma segunda greve dentro do mesmo ano, prejudicando os estudantes e comunidade que dependem das escolas municipais, que vêm há dois anos com prejuízos à aprendizagem em decorrência da fase mais crítica da covid-19.

Ludmylla ressalta que “por hora” o Sintego busca a diplomacia após uma greve que foi “sofrida e cansativa”, então agora cabe à prefeitura cumprir o pactuado. Se não cumpre, está nos dizendo que “quer voltar para o lugar de onde saímos” e se volta, só a promessa não será suficiente para revolver o problema.

“Paralisações, manifestações e outros, vão depender só da prefeitura. Os servidores realmente estão muitos insatisfeitos. Se a prefeitura cumpre o pactuado para o final da greve, não teremos outros desdobramentos. Agora, se insistir em não cumprir o que foi pactuado, vamos ter que buscar aquilo que cabe ao sindicato fazer”.

Ludmylla conclui que a expressão usada pelo prefeito “quem não está satisfeito pede para sair” e a comparação com a iniciativa privada não condiz com a realidade da discussão, uma vez que “serviço público” não é iniciativa privada. Ressalta ainda que reivindicar direitos não quer dizer “abrir mão da carreira” e que apenas busca a valorização na profissão e daquilo que os profissionais, sejam professores ou administrativos, se propuseram a fazer mediante a concurso público.

“Não vamos sair, ninguém da Educação vai sair, vamos permanecer na luta pela valorização, que passa muito pelo dinheiro, porque ninguém abre mão de seus salários para se dedicar ao trabalho apenas por amor, para sobreviver precisa de dinheiro. Ninguém vai pedir para sair, vamos continuar na luta pela valorização de cada trabalhador/a, seja professor ou administrativo na rede municipal de Educação, seguiremos na luta para que a prefeitura cumpra com o proposto para o fim da greve e que foi aceito pela categoria.” Continua, “cada trabalhador/a tem feito sua parte, repondo cada dia da greve, precisamos também q a gestão municipal cumpra sua parte,” conclui.

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