Mãe que instigou filhos a matarem estudantes a facadas vai para presídio em Goiânia; filho segue preso em Anápolis
Na decisão, o juiz Renato César Dorta Pinheiro argumentou que ambos os suspeitos agiram intencionalmente com violência e colocaram em risco a vida de outras pessoas.

Maria Renata das Merces Rodrigues, 43 anos, acusada de instigar os filhos em briga generalizada na porta do Colégio Estadual Leiny Lopes, em Anápolis (55 km de Goiânia), passou por audiência de custódia nessa quinta-feira (22), teve a prisão em flagrante convertida em preventiva e foi mandada para o presídio feminino em Goiânia.
Além de instigar os filhos, Kaio Rodrigues Matos, 20 anos, autor das facadas que mataram Nicolas Lima Serafim, 14 anos, e deixou outros dois alunos da escola feridos, e do estudante de 15 anos, que teria marcado a briga, Maria Renata também estava armada com martelo, perseguindo, ameaçando e atacando os estudantes na rua.
Kaio Rodrigues Matos também teve a prisão em flagrante convertida em preventiva e foi colocado à disposição da Justiça no presídio em Anápolis.
Na decisão, o juiz Renato César Dorta Pinheiro argumentou que ambos os suspeitos agiram intencionalmente com violência e colocaram em risco a vida de outras pessoas.
O juiz afirmou: “Agiram nas proximidades da escola, durante o fluxo de saída de alunos, fato este que indica (…) a despreocupação em atingir outras pessoas, especialmente crianças e adolescentes”.
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Ainda sobre Maria Renata o juiz destacou que ela agiu de forma irresponsável, pois incentivou os dois filhos a brigarem com outros adolescentes. O filho dela, de 15 anos, que estava envolvido na briga, também acabou apreendido depois do crime.
"Em vez de seguir para sua residência, ela parou o veículo para permitir que seus filhos se envolvessem em uma briga. Além disso, ela se inseriu na desavença portando um martelo, agindo com total irresponsabilidade”, disse o juiz.
“Como genitora, a custodiada deveria não apenas orientar seus filhos a não praticarem delitos, mas também impedir situações que colocassem em risco a vida de outras pessoas. Entretanto, os relatos colhidos (…) apontam que ela, na verdade, foi quem instigou toda a situação”, completou o juiz.

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