Laudo aponta que empresária tem "transtorno", mas sabia o que estava fazendo no momento do crime
Murielly Alves Costa matou propositalmente Bárbara Angélica Barbosa Silva, em frente ao estabelecimento na Avenida Rondônia, Setor Jardim Pompeia, em Goiânia

Laudo de Insanidade Mental de Murielly Alves Costa, 27 anos, empresária que atropelou propositalmente e matou Bárbara Angélica Barbosa Silva, 30 anos, e deixou a esposa da vítima, Kamyla Lima Canedo, ferida após desentendimento numa distribuidora da Avenida Rondônia, Setor Jardim Pompeia, em Goiânia, aponta que a acusada tem um “tipo” de transtorno de personalidade, mas que tinha plena consciência do que fazia no momento do crime.
O laudo assinado pela psiquiatra Ana Paula Montoro, juntado ao processo em 11 de outubro deste ano, mostrou ainda que ela usou remédio para epilepsia até os 5 anos de idade.
A acusada contou que começou a fazer tratamento psiquiátrico aos 13 anos, depois de sofrer um suposto abuso, mas o tratamento era feito de forma irregular e atualmente não usava medicamento.
Murielly disse à médica disse que começou a consumir bebida alcoólica aos 13 anos e fazia isso todos os dias. Na prisão, ela está usando remédio para tratar alcoolismo, transtorno bipolar e depressão.
A mãe da acusada também foi ouvida e contou que a filha era muito agitada e dava crises nervosas. Por fim, a psiquiatra recomendou tratamento psicológico.
Durante o exame, a empresária disse ainda que já fez tratamento psiquiátrico quando mais nova e alegou que só conseguiu lembrar do atropelamento três meses depois, já presa.
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O crime
O Ministério Público de Goiás relatou na denúncia feita contra a empresária que durante a discussão a esposa da vítima, Kamyla, jogou um copo com cerveja na cabeça da acusada e atravessou a rua para se distanciar da confusão.
Em seguida, Murielly entrou no carro e o acelerou contra o casal. Kamyla foi atropelada e arremessada contra um açougue. Bárbara conseguiu se esquivar e tentou tirar a chave da ignição do veículo. Porém, a empresária conseguiu dar ré e atingiu a segunda vítima, que morreu no local.
Kamyla foi socorrida e levada a um hospital. Ela sobreviveu. Já a acusada foi presa horas depois, em Nerópolis.

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