Justiça absolve delegado acusado de estuprar modelo trans após festa em Goiânia
Diante da dúvida sobre o consentimento do ato sexual, o juiz optou pela absolvição do delegado Kleyton Manoel por insuficiência de provas, e não pela ausência de materialidade

O delegado Kleyton Manoel Dias foi absolvido pela Justiça das acusações de dirigir embriagado e estuprar a modelo trans Jade Fernandes, de 23 anos. A decisão foi baseada na insuficiência de provas para comprovar tanto o crime sexual quanto a embriaguez ao volante.
Segundo a sentença, embora existam elementos que indiquem uma relação consentida, também há indícios, ainda que menos fortes, que apontam para a prática de violência sexual.
“Há elementos para indicar que houve uma relação consentida; porém, ainda que um pouco menos fortes, também há elementos que se inclinam para a prática de violência sexual”, escreveu o juiz. Diante da dúvida sobre o consentimento do ato sexual, o juiz optou pela absolvição por insuficiência de provas, e não pela ausência de materialidade, como alegado pela defesa do acusado.
Em relação à acusação de dirigir embriagado, o delegado admitiu ter consumido duas doses de whisky na data dos fatos. No entanto, a sentença destacou a falta de provas que confirmassem que o consumo foi suficiente para configurar crime.
O Ministério Público de Goiás (MP-GO) manifestou interesse em recorrer da sentença para reverter a decisão de primeira instância em instâncias superiores, conforme informado pelo advogado de defesa da jovem.
A Polícia Civil de Goiás, em nota, afirmou que ainda não foi notificada da decisão judicial.
Detalhes da Perícia
O laudo de exame de corpo de delito confirmou a ocorrência de um ato sexual, que pode estar relacionado ao crime. O exame também revelou lesões na vítima que poderiam ser resultado de uma relação consentida ou não. A perícia concluiu que não houve danos nas roupas da vítima, levantando dúvidas sobre se as peças foram arrancadas à força. Além disso, o acusado não apresentava lesões, o que favoreceu a tese de consentimento. Não foram encontrados sinais de violência no carro onde o crime teria ocorrido.
O Caso
De acordo com a denúncia, o crime ocorreu na madrugada do dia 5 de janeiro. A miss estava em uma boate na capital, participando da festa de aniversário de um jornalista, onde o delegado também era convidado. Após a celebração, a jovem, o delegado e outra mulher decidiram ir para outro local. Kleyton ofereceu carona até o novo estabelecimento. Durante o trajeto, a outra passageira perguntou à miss se ela era uma mulher ou um homem. Após a resposta, o delegado decidiu cancelar a continuidade da noite e ofereceu-se para deixar as duas em casa, alegando ter se assustado.
Depois de deixar a primeira mulher em casa, o delegado teria seguido em direção à casa da miss. No carro, a jovem afirmou que o delegado a forçou a praticar sexo com ele, levando-a até o porta-malas do carro, onde teria ocorrido o estupro. O delegado contesta essa versão, afirmando que a jovem iniciou o ato sexual, tirou a roupa e eles mantiveram a relação.
O caso continua a gerar controvérsias e o Ministério Público de Goiás já sinalizou que pretende recorrer da decisão.

Câmera registra momento em que Toro conduzida por adolescente bêbado atinge casal; veja
A caminhonete teria avançado o sinal vermelho e atingido a motocicleta. Com a força da batida, o casal foi arremessado e ficou gravemente ferido.

Eleição de presidente na Assembleia de Deus termina em pancadaria; assista
Briga teria começado após a derrota de um candidato apoiado pelo irmão do pastor Gedeão; caso ganhou repercussão nas redes sociais














