Golpista, de 37 anos, que morou em Goiás, finge ter 12 anos e engana pais por 1 ano
A mulher utilizava objetos como mamadeiras e chupetas e evitava a escola sob a alegação de que seria encontrada por um "pai abusador".

Uma mulher de 37 anos foi presa em Joinville (SC) na última terça-feira (2) por fingir, por mais de um ano, ser uma criança de 12 anos e viver como filha adotiva de uma família. O caso bizarro revelou uma extensa ficha criminal da acusada, que inclui registros de golpes idênticos em diversos estados, inclusive em Goiás.
Para convencer os pais adotivos, ela forjava crises de pânico à noite, afinava a voz e simulava comportamentos de uma criança. Ela justificava seus traços adultos alegando falsamente que era portadora de autismo e que teria sofrido abusos na infância, o que teria incluído o uso forçado de hormônios. A mulher utilizava objetos como mamadeiras e chupetas e evitava a escola sob a alegação de que seria encontrada por um "pai abusador".
A mulher, que não teve o nome verdadeiro revelado pela polícia, confessou integralmente a autoria dos fatos. Além de Goiás, a investigação apontou que ela já havia aplicado golpes com o mesmo modus operandi em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.
A descoberta do crime
A mulher chegou até a família em Santa Catarina após ser acolhida por uma igreja local, relatando que havia fugido do Pará por sofrer maus-tratos. A família, ao se envolver emocionalmente, passou a tratá-la como filha, chegando a organizar festas de aniversário e a custear tratamentos médicos, mas desconfiou da situação após a denúncia de um parente.
A mulher, que nunca andava com documentos, foi encaminhada ao Presídio Regional de Joinville e responderá pelos crimes de estelionato e falsa identidade.

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