Ginecologista é condenado por estuprar pacientes e a pagar R$ 40 mil de indenização
O Ministério Público ofereceu sete denúncias contra Nicodemos Júnior por crimes sexuais: uma delas em Abadiânia, a que resultou na condenação, e as outras seis em Anápolis.

O médico ginecologista Nicodemos Júnior Estanislau Morais, 41 anos, foi condenado pela Justiça, em Abadiânia, a 35 anos e 11 meses de prisão por 4 crimes de estupro de vulnerável. A sentença, proferida pelo juiz Marcos Boechat Lopes Filho, nega ao médico o direito de recorrer em liberdade e determina que o acusado pague indenização por danos morais a duas das vítimas, no valor de R$ 20 mil para cada uma.
Com base nas conclusões das investigações policiais, o Ministério Público de Goiás (MPGO) ofereceu sete denúncias contra o ginecologista por crimes sexuais: uma delas em Abadiânia, a que resultou na condenação, e as outras seis em Anápolis.
Em Anápolis, a primeira denúncia diz respeito a 3 vítimas; a segunda relaciona 9 vítimas; a terceira, 12; a quarta, com 9, a quinta, com 8 e a sexta, com 4 vítimas. No total, são 45 vítimas constantes nos processos.
No primeiro deles, a instrução já foi concluída e os autos estão aguardando a sentença.
Nas peças acusatórias, os promotores sustentam que as pacientes, por apresentarem enfermidades físicas e psicológicas e por estarem fragilizadas e vulneráveis, não eram capazes de entender que estavam sendo submetidas a atos libidinosos que não faziam parte do protocolo de atendimento profissional.
Segundo ressaltado, a autoridade de médico que Nicodemos exercia e a relação de confiança que as pacientes lhe depositavam como profissional de saúde, aliado ao desconhecimento de todo o protocolo de consulta, eram fatores que contribuíam para que as vítimas acreditassem que as ações por ele praticadas estavam corretas.
Leria mais
MP apresenta mais 5 denúncias contra ginecologista goiano; total de 42
Juiz de Abadiânia manda prender médico acusado de estuprar 50 mulheres
De acordo com os promotores de Justiça, os relatos das vítimas ouvidas em Anápolis guardam grande similaridade entre si, bem como encontram semelhança com o relato de mulheres vítimas em outros Estados. O médico as fazia crer que estavam sendo submetidas a um procedimento adequado, correto e necessário e que as ordens que ele emanava faziam parte do protocolo de atendimento.
O ginecologista segue preso no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, região metropolitana da Capital, desde 8 de outubro do ano passado.
O acusado chegou a ser preso no dia 29 de setembro, em razão das primeiras três denúncias, mas foi solto pela Justiça no dia 4 de outubro e passou a ser monitorado por tornozeleira eletrônica. Com o registro de novos casos, Nicodemos foi preso novamente quatro dias depois.
Decisão do Conselho Regional de Medicina de Goiás (Cremego) interditou o registro profissional de Nicodemos por seis meses, podendo ser prorrogado por igual período. Com isso, ele está impedido de exercer a medicina no país.

Câmera registra momento em que Toro conduzida por adolescente bêbado atinge casal; veja
A caminhonete teria avançado o sinal vermelho e atingido a motocicleta. Com a força da batida, o casal foi arremessado e ficou gravemente ferido.

Eleição de presidente na Assembleia de Deus termina em pancadaria; assista
Briga teria começado após a derrota de um candidato apoiado pelo irmão do pastor Gedeão; caso ganhou repercussão nas redes sociais












