Família responsabiliza HUGO por homicídio de idosa na enfermaria do hospital
A unidade de saúde lamentou a morte de Neuza Cândida, 75 anos, e informou que os protocolos de segurança estão sendo revisados para evitar novos casos como esse

Família de Neuza Cândida, 75 anos, que foi “assassinada” na enfermaria do Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo), no fim da tarde desta quinta-feira (07), por Ronaldo do Nascimento, 47 anos, que seria morador em situação de rua, responsabiliza a unidade de saúde pela morte da idosa e ressalta a falta de segurança.
O Hospital se manifestou sobre a morte da idosa, lamentando o caso, afirmando que “está revisando integralmente os protocolos de segurança para evitar futuros episódios” e que as investigações do fato estão em andamento pela Polícia Civil e Diretoria da unidade.
De acordo com a família de Neuza, o Hugo chegou a entrar em contato com uma das filhas da paciente, na tarde de quinta-feira (07), e perguntou se “Ronaldo” poderia dar entrada na unidade de saúdo como acompanhante da idosa.
A filha teria negado o “acompanhante” e afirmado que não conhece nenhum Ronaldo. No entanto, o acusado já teria conseguido acesso às dependências do hospital, se aproximado de Neuza e cometido o crime.
O delegado Rhaniel Almeida, responsável pelo caso, informou que as investigações, até momento, apontam que Ronaldo não tinha autorização para entrar nas dependências da unidade de saúde e ter acesso aos pacientes.
O investigador explica que funcionários do hospital estão sendo intimados para depoimentos e esclarecerem as circunstâncias do fato. Principalmente como o acusado conseguiu entrar e se aproximar da vítima.
Outro ponto negado pela família de Neuza é o fato de o hospital ter declarado estar “prestando total assistência à família”. A sobrinha da vítima, Fernanda Correa de Oliveira, explica que a unidade de saúde não fez nenhuma ligação à família e não prestou nenhum tipo de assistência.
Veja nota do Hugo
“No tocante aos acontecimentos veiculados em mídia relacionados ao último dia 07/04/2022, a Direção do HUGO informa que os fatos se encontram em investigação pela Polícia Civil e Diretoria do Hospital.
A direção lamenta profundamente o ocorrido e está revisando integralmente os protocolos de segurança para evitar futuros episódios, ao tempo que presta total assistência à família.
Por fim, a Direção do HUGO reforça o seu comprometimento com o atendimento assistencial de excelência e com a máxima humanização”.
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Entenda o caso
De acordo com a ocorrência, Neuza, que deu entrada no hospital há cerca de três meses em estado grave após sofrer uma queda em casa e, consequentemente, ter diversas complicações de saúde, estava internada na enfermaria, desde que deixou a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), respirando por traqueostomia.
Na tarde dessa quinta-feira (07), Ronaldo teria “invadido” o Hugo e foi flagrado em cima da vítima já morta. A Polícia Militar (PM) foi acionada e prendeu o acusado em flagrante.
Uma testemunha relata que Ronaldo entrou na enfermaria dizendo que iria cuidar da paciente, mas Neuza teria reclamado da presença do acusado no local.
Ronaldo relatou aos militares que Neuza teria pedido ajuda por complicação na traqueostomia, então, ele se aproximou para fazer a limpeza do equipamento.
Durante o “procedimento”, ainda segundo o acusado, teria usado uma mão para limpar o equipamento e, sem querer, tapado um buraco do aparelho com o dedo da outra mão fazendo com que a paciente ficasse sem respirar e morresse asfixiada.

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