"Vagabunda": Deputada do PT expõe ofensas e ataques de parlamentares do PL
A petista afirmou ainda que o silêncio de outros deputados diante das agressões funciona como um aval para que o preconceito continue reinando.

Em entrevista ao G5News, a deputada estadual Bia de Lima (PT) fez um forte desabafo sobre a rotina de agressões verbais e baixarias que enfrenta nos bastidores e no plenário da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), provenientes principalmente de parlamentares do PL — com destaque para os embates com o deputado Amauri Ribeiro. Trecho e entrevista completa abaixo
Durante o bate-papo, a parlamentar deixou claro que o nível dos ataques que sofre não tem nada a ver com um simples debate político de ideias, mas sim com uma intenção clara de diminuir e constranger a mulher que ocupa o espaço de poder.
Mesmo com constrangimento, a deputada revelou os adjetivos pesados que ouve diariamente ao chegar ao trabalho.
"Eu sou chamada de muitos nomes, adjetivos... Por exemplo, 'batatinha', 'mulherzinha', 'vagabunda', 'cínica'. São tantos adjetivos que fico constrangida de dizer aqui. Agora imagine: você sai da sua casa para trabalhar e, ao chegar, é xingada dessa forma. Quem é que aguenta isso?", desabafou Bia de Lima.
A petista destacou que essa agressividade destilada pelos opositores não é direcionada aos homens do seu partido com a mesma força. Para ela, a violência ganha peso justamente por ser contra uma mulher em posição de destaque.
O silêncio que protege o agressor
Outro ponto alto da denúncia de Bia de Lima foi sobre a postura dos colegas de plenário. Segundo ela, o machismo na política não se apoia apenas na boca de quem xinga, mas também na omissão de quem assiste a tudo e não faz nada.
A parlamentar afirmou que o silêncio de outros deputados diante das agressões funciona como um aval para que o preconceito continue reinando.
Ao comparar a situação com o cenário nacional, ela lembrou o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, reforçando que mulheres que buscam o protagonismo na política são constantemente colocadas em xeque e perseguidas de forma diferenciada.

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