Marconi critica segurança, mas em sua gestão bandido explodia até quartel
Nos governos dos tucanos, a população convivia diariamente com tiroteios, ataques a bancos e quadrilhas do chamado “novo cangaço” que tocavam o terror no interior.

Querendo voltar ao poder pela quinta vez, o ex-governador Marconi Perillo (PSDB) escolheu criticar a segurança pública do estado para tentar bater de frente com a alta aprovação de Ronaldo Caiado (PSD) e do atual governador Daniel Vilela (MDB).
A estratégia, porém, acabou mexendo num vespeiro e lembrando a população de um passado de muito medo.
Ao tocar nesse assunto, Marconi faz o goiano lembrar da época em que a violência corria solta. Nos seus governos, a população convivia diariamente com tiroteios, ataques a bancos e quadrilhas do chamado “novo cangaço” que tocavam o terror no interior.
Os números do próprio governo mostram essa diferença brutal. Quando Marconi entregou o Estado em 2018, a violência estava no auge.
De lá para cá, até 2025, os homicídios despencaram 62%. O roubo de carros caiu 95% e o assalto a pedestres, 92%. Já os ataques a bancos com bombas, que assustavam todo mundo, simplesmente acabaram: zero casos nos últimos anos.
A era dos bancos explodidos e do pavor no interior
Quem viveu a época de Marconi lembra bem da audácia dos bandidos. Em outubro de 2015, criminosos tiveram a coragem de explodir um caixa eletrônico dentro de um quartel da Polícia Militar, em Abadia de Goiás, e ainda meteram bala na base policial antes de fugir.
A violência não poupava nem os bairros nobres da capital. Em 2016, caixas explodiram na Praça Tamandaré, no Setor Oeste, deixando marcas de tiro em um supermercado e em uma delegacia.
No interior, cidades pequenas viravam cenário de filme de terror. Em Caiapônia, no ano de 2017, bandidos armados até os dentes dominaram a cidade, fizeram garis e motoristas reféns e destruíram duas agências.
Hoje, a segurança pública é a maior vitrine do governo atual, aprovada por 70% da população.
Marconi tenta dizer que os números não são bem assim ou que a melhora é herança do que deixou no passado. Mas ao tentar atacar a segurança de hoje, o ex-governador faz o eleitor relembrar das duas décadas em que comandou o estado e do sufoco que o povo passou nas mãos da criminalidade.

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