Pressionados, vereadores recuam e desistem de trocar nome da Avenida Castelo Branco
Documento contendo 14 assinaturas dos parlamentares solicitou inclusão da matéria na pauta do dia, atendendo aos comerciantes da região, que ocuparam a galeria durante a sessão

Os vereadores da Capital recuaram na intenção de derrubar o veto do prefeito Rogério Cruz à mudança do nome da Avenida Castelo Branco para avenida Iris Rezende Machado, após serem pressionados pelos empresários da região e, na sessão desta terça-feira (22), por 24 votos contrários ao relatório que pedia a derrubada do veto e somente oito a favor, a avenida continuará a se chamar Castelo Branco.
Um documento contendo 14 assinaturas dos parlamentares solicitou a inclusão da matéria na pauta do dia da, atendendo aos comerciantes da Avenida Castelo Branco, que ocuparam a galeria pela segunda vez. Eles reivindicaram que o veto fosse mantido e assim que o nome da avenida não fosse alterado, uma vez que segundo eles, causaria prejuízos para os empreendimentos instalados na via.
Em 21 de dezembro de 2021 o plenário havia aprovado substitutivo ao projeto de Lei 546/2021, do vereador Clécio Alves (MDB), alterando o nome Castelo Branco, em toda a extensão da via, para avenida Iris Rezende Machado.
Juarez Lopes (PDT) justificou que muitos vereadores, após as repercussões de que essa mudança causaria mais prejuízo, estão dando um passo atrás para atender o setor comercial que é o principal que movimenta a economia goianiense.
Além de Clécio, os vereadores Marlon Teixeira (Cidadania) e Aava Santiago (PSDB) defenderam a derrubada do veto por entenderem que o nome Castelo Branco homenageia um integrante do governo ditatorial e, portanto, não deveria ser perpetuado na história da cidade e do país.
“Ele foi da ditadura militar que atuou cassando o mandato de muitos parlamentares com ações antidemocráticas”, disse Aava.
Sabrina Garcêz (PSD) propôs que novas obras feitas na cidade como o Anel Viário ou um memorial a ser construído em frente ao Paço Municipal, sejam nominados com o nome do político Iris Rezende, que faleceu em 8 de novembro de 2021.
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Entenda o caso
A Casa de Leis deixou de abrir sessão na manhã do dia 17, uma quinta-feira, por falta de quórum, quando seria votado o veto do prefeito Rogério Cruz (Republicanos) à mudança do nome da Avenida Castelo Branco para Avenida Iris Rezende Machado. No entanto, empresários da região contrários à mudança protestaram na avenida e na Casa de Leis, o que teria “assustado” os parlamentares que acabaram “fugindo”.
Como já era esperada a derrubada do veto, os comerciantes manifestaram na Castelo Branco e foram à Casa de Leis, onde percorreram os gabinetes para argumentar que a troca de nome da avenida seria prejudicial, pois, deixariam os consumidores “desorientados” o que afetaria diretamente as vendas e atrapalharia o comércio local.
Os comerciantes encontraram apenas 7 vereadores na Casa, já que os demais teriam faltado à sessão pressionados pelo protesto, o que obrigou a adiar a sessão, já que não havia a quantidade mínima de vereadores necessária para votação.

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